CRIANÇAS SEM TETO

Foto: Lorena Alves

“Você tem um teto para morar?” Escutar essa pergunta não é nada fácil, mesmo quando sua resposta for positiva. Coloque-se, então, na pele de uma criança que tenha que responder negativamente e a questão se tornará ainda mais dolorida.

Segundo dados de 2015 dos movimentos em defesa do direito à moradia — como Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Frente de Luta por Moradia (FLM), Movimento Sem Teto do Centro (MSTC), entre outros — , na cidade de São Paulo cem edifícios e terrenos, em média, já haviam sido ocupados por grupos que não tinham onde morar, dos quais faziam parte famílias e crianças.

Diante desse cenário, escolhemos a ocupação Hotel Cambridge e uma das suas extensões, a ocupação 9 de Julho, para entendermos como se dá o processo de crescimento e formação, não apenas educacional, mas também social, dessas crianças que não possuem um ponto de partida, e nem de chegada, para poder chamar de lar.