Não temos mais tempo

O futuro será decidido até 2022. É hora do Brasil acelerar

Photo by Mitchell Hollander on Unsplash

Acredito que às vésperas de 2019 ninguém mais duvida que o mundo está em plena transição e a Nova Economia é a nova realidade.

Setores estratégicos para o futuro da sociedade, dos negócios e das Nações estarão dominados em poucos anos. Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Biologia Sintética, entre tantos outros, são áreas do conhecimento que podem gerar um impacto inimaginável e criar diferenciais competitivos para empresas e países.

A grande questão é se as maiores economias dominarão esses setores essenciais para o futuro ou se alguns países serão capazes de hackear o processo e surpreender

Eu torço e trabalho para que o Brasil seja uma dessas surpresas. Convivo diariamente com pessoas que possuem conhecimento para reposicionar o nosso país no cenário global. A questão é que daqui pra frente o Brasil precisa fazer o mínimo para apoiar essas pessoas a atingirem o seu máximo potencial.

Fazer o mínimo significa oferecer condições dignas para que empreendedores(as), entusiastas e pesquisadores(as) consigam se concentrar em trabalhar, não em sobreviver.

Fazer o mínimo também significa dar atenção ao posicionamento do Brasil no cenário internacional. Techplomacy ou tecnodiplomacia é uma realidade. O Brasil precisará tomar decisões estratégicas durante os próximos 4 anos em questões relacionadas a inovação, ciência e tecnologia. Essas decisões podem impactar — para o bem ou para o mal — nosso futuro.

Não temos mais tempo para errar. É hora de concentrarmos esforços para que o nosso país seja capaz de se reposicionar no cenário global em poucos anos. Eu ainda acredito que seja possível, mas o tempo é curto e a oportunidade é única.


Anderson Criativo é CEO do ONOVOLAB _ campus de inovação indicado pela ABStartups como um dos ambientes mais inovadores do Brasil. (http://www.onovolab.com)


P.S: Configurei em parceria com a CNS (Confederação Nacional de Serviços) uma iniciativa chamada Brazil as a Service para direcionar em quais frentes o Brasil deveria concentrar seus esforços de inovação nos próximos anos. Conto mais sobre essa iniciativa em breve.