mal posso esperar por tua chegada

já não me é suficiente fronteiras corporais

preciso, desesperadamente, da rebelião que trará você,

lentamente, pro abrigo dos meus (a)braços já tão solitários

que te buscam em corpos que eles podem alcançar.

eu sempre vou te esperar

só me satisfaço quando em teu corpo encontro:

‘la vie en rose’

meus versos perdidos

e minha própria alma exposta, pra você beijar e espalhar-se nela.

passeia sobre minha pele, deixa teu suor ser meu perfume

invade-me e enxerga meus olhos adorando tua imagem

transbordando minhas superfícies

(entre)laça-nos e em súplica, só peço:

nos eterniza na tua poesia, moça

eterniza nosso ímpeto de coragem.