“O Circo de Soleil da Moda”

(Cobertura para a Revista Magazine In Rio)

Com essas palavras, Cristina Ribeiro, diretora e idealizadora do projeto Olympic Circus Fashion Show, definiu o espetáculo que traz a moda no universo circense

Com dança, música, interpretação e apresentações surpreendentes, Olympic Circus Fashion Show trouxe ao Rio de Janeiro, em apresentação única, um desfile que marcou pela presença de cores fortes, jóias exclusivas e diversidade de modelos. O evento, que aconteceu dia 8 de agosto no Teatro Fashion Mall e contou com diversos nomes conhecidos, mostrou grande inspiração também nas Olímpiadas. A Magazine In Rio compareceu ao desfile e conta tudo sobre o evento.

O ESPETÁCULO

Olympic Circus Fashion Show teve diferentes momentos de cena para marcar a entrada dos modelos. Na primeira cena o tom lúdico e quase triste permaneceu, já na segunda o tom era animado e a apresentação seguiu assim, fluindo em nuances diferentes o que deu um ar de dinamismo. Além disso, os modelos fogem de poses tradicionais e apostam em mímicas e paradas “atrapalhadas”. Já com tudo isso na cabeça, Cristina Ribeiro, criadora do projeto e fundadora do Moda Couture, contou o motivo de tentar fugir do tradicional:

“Eu acho que a moda não tem que ficar parada no local. Se eu tenho essa moda aqui, por exemplo, eu vou fazer um evento e eu quero levar esse evento para outro país, eu quero mostrar, não ficar naquela coisa de ‘eu tenho uma boutique e quero vender, não quero levar’. Eu quero ter todo o trabalho de mostrar o sonho também porque eu sou atriz de teatro então eu juntei tudo isso porque na verdade acredito que o Moda Couture e o evento sejam o “Circo de Solei da moda”, para ser pretensiosa. Digo isso porque as pessoas fazem a moda, fazem Fashion Week e fica aqui, e eu não, eu tenho que mostrar a arte”, afirma.

A música também foi ponto marcante no espetáculo que contou com funk, samba, hip-hop e até uma harpa. Com experiência no ramo da música, não é de hoje que Cristina Ribeiro vem idealizando o evento, a ideia surgiu muito antes:

“Com a outra companhia que eu trabalhava eu fiz um evento da Copa do Mundo, em contato com prefeitura, na sala Baden Powell em Copacabana. Já no Moda Culture a gente queria fazer nosso primeiro evento e eu pensei em aproveitar as Olimpíadas. O evento tem live stream, vão filmar e vão projetar, vai estar passando em Boston na faculdade de Harvard e vai estar passando em Nova York, então como eu tinha essas condições eu quis aproveitar. Além disso, todo mundo já estava querendo vir para as Olimpíadas”, esclarece.

Engana-se quem pensa que Olímpiadas só interessa ao Brasil esse ano. Morando há 22 anos na Califórnia, Cristina contou com parcerias internacionais:

“Eu trabalho com várias pessoas muito influenciadas, eu tenho o stylist da Lady Gaga, eu tenho o que trabalha com a Britney Spears… as pessoas que trabalham comigo lá são bem assim, trabalham com clientes bem conhecidos. O coreógrafo da Christina Aguilera, o backup da Nicki Minaj, etc. Então eu perguntei quem queria fazer o espetáculo comigo e aí se desenvolveu, diversas pessoas se interessaram. Mas eu também não queria fazer um evento muito grande porque eu fiquei com medo de que de repente acontecesse alguma coisa, como extraviar figurinos caros no aeroporto”, pondera ela.

MODA MARCANTE

A predominância dos modelitos eram de formas geométricas e cores fortes, além de estampas em animal print. O estilista Alex Firmino falou um pouco sobre como foi trabalhar no evento e sobre suas inspirações para o trabalho:

“Meu processo é meio intuitivo a partir do tema. Na verdade, eu não faço pesquisas a fundo, eu uso fotografias, vivencias de infância, tudo que fique mais próximo a mim, coisas que me circundam. Então quando ela (Cristina Ribeiro, responsável pelo projeto) falou que era circo, um Circo Olímpico, eu me apropriei de elementos olímpicos, trouxe a influência do esporte para dentro da coleção. Tem moletom, tem malhas, lembra um pouquinho aquela coisa do college do anos 80 e essas roupinhas de universidade. Eu também agreguei elementos que são muito comuns à minha história de marca, como tingimentos artesanais, que é uma coisa que eu gosto muito de fazer, estamparia artesanal com Airbrush, Collor Jet, que traz um perfume urbano para a coleção”, diz.

Alex também comentou sobre quais eram seus objetivos com o desfile:

“Estar participando de um evento de outra pessoa e desse porte é uma experiência muito boa. Eu quero que as pessoas vejam essas peças e admirem o trabalho por que é uma moda jovem, fresh, gostosa e acessível. Não tem nada que você olhe e pense ‘não, nunca vou usar isso’ tanto separado quanto junto. A história que eu criei para a passarela de mistura, você pode pegar uma batinha com babados e usar com jeans ou com shortinho que vai funcionar, pegar uma saia da coleção e usar com uma camisa branca vai funcionar também. Eu investi em peças separadas, em coordenados, porque assim você pode brincar e inverter as roupas”, diverte-se ele.

Com o atual momento do país uma grande preocupação de clientes e estilistas são os valores de peças vistas em desfiles. Porém, Alex garante que seus preços são atrativos:

“Os valores das peças são muito acessíveis porque como eu trabalho sozinho eu não acho legal cobrar R$200 em uma camisetinha sabendo que eu posso comprar bem menos e ter um alcance maior. A partir do momento que alguém compra uma camisetinha comigo que tem um preço mais acessível, a pessoa vai falar para uma prima, amiga que fala para outra amiga e assim eu consigo trabalhar”, assegura.

ACESSÓRIOS EXCLUSIVOS

Além da influência do circo e das Olimpíadas, o espetáculo contou com referências da África e de Cabarés. Para dar vida aos modelitos, os estilistas contaram com uma linha exclusiva de jóias feitas pela Designer Anna Ratzke que contou um pouco sobre a experiência:

“Eu já tive dois prêmios internacionais com as jóias, um em 2012 e o outro 2013, mas esse estilo de evento é o primeiro que eu participo. Envolve bastante pessoas de lugares diferentes, culturas diferentes, mas a expectativa está sendo bem esperada. O diferencial é que tem alguns designers que são exclusivos, vai ter uma coleção que vai ser desfilada que é crochê feito à mão como se fosse um bordado dentro do metal da joia. Eu trouxe para o desfile o diferencial da minha marca que é na realidade ter muitas coisas personalizadas como correntes e mandalas”, afirma.

Durante o trabalho Anna topa com muitos desafios, como o cliente às vezes tirar uma foto de algo e ela produzir aquilo em joia. No espetáculo não foi diferente:

“Para criar na realidade eu uso o dia-a-dia, a gente vai vivendo, começa a rabiscar, você começa a imaginar. Depois eu falo para o pessoal da produção mais ou menos como eu quero e eles tem essa sintonia e fica exatamente como a gente estava imaginando. No desfile tem drusas, um colar inteiro de drusas em cascata, muitas pedras naturais, linhas feito à mão, um banho nude, chocolate, coisas bem diferentes que acredito que terão muitos interessados”, promete.

Serviço

· Quem tiver interesse em conhecer mais o trabalho da Cristina Ribeiro e do Moda Couture basta acessar o site www.moda-couture.com.

· Para adquirir os modelos do Alex Firmino é necessário entrar em contato diretamente com ele através do seu perfil pessoal (www.facebook.com/Alexfirminoo) ou por meio da página da marca Firminology (www.facebook.com/Firminology).

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