ARMAS DE FOGO: A FORMA VIÁVEL DE RESISTÊNCIA AO ESTADO

O Estado é um mal, mesmo sendo necessário, por possuir uma tendência irresistível de ampliação dos próprios poderes e tamanho em detrimento da população a qual deveria servir. Portanto, só é livre o povo que possui meios efetivos de resistência ao poder do Estado, pois, cedo ou tarde, irá exercer tais meios como forma de domar o grande leviatã empossado da abstração do interesse coletivo. Principalmente toda vez que este interesse é exercido exigindo-se como contrapartida a restrição de um direito natural, pois corrobora, invariavelmente, para o favorecimento de um pequeno grupo de pessoas em detrimento da esmagadora maioria do povo que, de maneira aparentemente paradoxal, o próprio grupelho diz representar no momento mesmo em que aprova os seus atos de subjugação. O grupo ao qual me refiro genericamente constitui-se, na hodiernidade, da junção entre uma seleta elite política e econômica de um país, unidas por relações promíscuas de interesse mútuo. Quem ainda não assimilou a veracidade das proposições escritas aqui e que não percebe serem elas superiores ao potencial posicionamento dentro do espectro político esquerdista ou conservador (mesmo este tendo claríssima superioridade axiológica sobre aquele) está trilhando o caminho da servidão ruminante sem sequer dar-se conta disso. Por fim, entenda-se por meios de resistência toda ferramenta que pode ser efetivamente utilizada como instrumento de reação ao poder excessivo do Estado. Cito, como principal, as armas de fogo.