SPOILER

(publicado no Caderno Marcas de Quem Decide — Jornal do Comércio — 27/03/2017)

Esse artigo é sobre “criação de uma boa reputação digital”. Diferente dos outros anos em que tive a honra e o prazer de trocar ideias com você aqui neste caderno, desta vez o pessoal do JC me passou um briefing, delimitando sobre o assunto o qual gostariam que eu discorresse. Melhor ou pior? Tudo é uma questão de perspectiva.

Por um lado, esse formato deixa tudo mais organizado por aqui. Ou seja, nem eu fico aqui divagando a respeito do que poderia ser relevante, e nem você corre o risco de ler um monte de artigos falando sobre assuntos parecidos. Melhor, né?

Mas… “Houston, we have a problem”. É que alguém já tratou exatamente desse assunto de uma maneira muito mais criativa e interessante. E o pior: você já deve ter assistido. Isso mesmo, eu estou falando do primeiro episódio da terceira temporada de Black Mirror.

Ainda não viu? Ok. Vou dar 45 minutos para você conectar o Netflix, fazer a pipoca e curtir. Eu espero, vai valer a pena. Black Mirror é uma das diversas séries maravilhosas produzidas pela indústria criativa atualmente. E você tem que estar por dentro de tudo que acontece, não é mesmo? São as exigências da vida online, meu amigo.

Agora que você já viu, podemos falar. E se você ainda não assistiu… bem, então vai ter que aguentar porque sim, vai ter spoiler aqui. E o primeiro vem agora: aquela realidade futurista não está falando de um tempo que está por vir, mas sim do que já acontece.

Assim como a Naomi e a Laice, nós também nos movimentamos por indicações. E sim, dependemos de nossas reputações para sobreviver em um mundo conectado (mais um spoiler, sorry…). Ou vai dizer que você embarca tranquilo em um Über de um motorista com nota menor que 4,2? Da mesma forma, a Naomi desistiu de convidar a Laice para ser madrinha de casamento no fim da história (spoiler de novo!). Você é o que o seu perfil do Facebook conta, definitivamente.

Com as marcas, isso não é diferente. Pelo contrário: sua marca é o que as pessoas falam sobre ela nas redes sociais. E não só os consumidores, mas também (e principalmente) quem trabalha para ela. Mais do que nunca, as marcas precisam fazer sentido para as pessoas. Isso é reputação, e vai muito além da comunicação.

Nos últimos anos, tenho me aprofundado no mundo da inovação como uma forma de entender melhor as pessoas. Porque é a partir delas que você vai saber o que precisa fazer, sobre o que precisa aprender, para onde deve ir. E eu garanto para você que este é o “segredo do sucesso” das marcas mais lembradas e preferidas deste prêmio. Para sua marca estar aqui no próximo ano, você precisa fazer cada vez mais. Mas sempre colocando as pessoas no centro de tudo. Pessoas são veículos. Pessoas constroem reputação de marca. Pessoas são tudo.

Já que você não se importa com spoiler, aqui vai o último deste artigo: para saber o resultado do Marcas de Quem Decide do ano que vem, basta acompanhar o que as pessoas andam falando nas redes sociais. Duvida? No caderno de 2018 a gente se encontra aqui para confirmar.

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