Assuma as consequências dos seus atos no mundo virtual
Antes de compartilhar pensamentos, arquivos ou qualquer outro tipo de informação, tenha consciência das implicações presentes no seu comportamento na rede

Dediquei atenção especial ao lançamento do filme Ferrugem, de Aly Muritiba, na coluna que publico, todas as quartas, no portal Escotilha (Vale um Like). O longa-metragem promove uma reflexão necessária sobre as consequências do cyberbullying e de atitudes que podem parecer brincadeira, mas que na rede se tornam incontroláveis, perigosas e repletas de desdobramentos.
Por falar em consequências, fico estarrecido com a incapacidade de um comportamento sadio no mundo virtual. Ainda se proliferam fake news, discursos de ódio e toda sorte de arquivos repletos de conteúdos — digamos assim — desprezíveis.
Cenas de acidentes, com toda sorte de detalhes macabros, acusações à honra e à moral (supostos criminosos, por exemplo), além dos conteúdos íntimos, como nudes e vídeos com conotação sexual. Tudo isso junto vira um caos, transforma a internet em uma terra de ninguém.
Antes de compartilhar, por favor, tenha bom senso. Antes de “vomitar” preconceitos e frustrações, idem. Persisto com o pensamento de que o melhor remédio é a indiferença. Há veículos de comunicação que simplesmente aderiram a causas e linhas de pensamento equivocados, colocando em xeque a capacidade de reflexão de sua audiência.
Bani, não perco meu tempo. O que fazem não é jornalismo, não tem compromisso com a sociedade e a diversidade de opiniões. Ponto, risquei, não assino mais, ignoro e vida que segue. Com tudo o que nos ronda no ambiente virtual deveria ser assim. Não podemos nos comportar sem responsabilidade na rede.

A vida on-line diz muito sobre quem somos. A liberdade de expressão é um direito seu, desde que você assuma as consequências. Respeito sempre. Os discursos extremistas me causam repulsa. Opto pela indiferença. Atitudes é que fazem a diferença.
Em tempos de eleições, prefiro observar a debater com insanos, frustrados e limitados. Há gente que se intitula um milhão de coisas, mas, no dia a dia, é incapaz de um ato que realmente demonstre sua capacidade de interação e responsabilidade social.
Se esconder atrás das telas é de uma fraqueza ímpar. Triste demais observar certas timelines. Espero que os donos da verdade sejam dignos de assumir as consequências…
