DevOps — Mais uma conversa difícil — parte 1

Nos últimos anos ouve-se muito sobre DevOps e agora parece ser algo que todo mundo quer fazer.

Alguns caracterizam como agile turbinado, outros como automatização do processo de publicação, teste e monitoramento de operações e outros se referem como “mudança cultural” enfim, em algumas empresas é mais importante discussões sem fim sobre DevOps (ou qualquer termo novo) do que realizar a implementação.

Afinal de contas, mesmo sem saber exatamente o que é, o CEO quer inovação, velocidade e qualidade. O time de Dev diz que não consegue implementar por causa do time de infra ou de segurança. O time de infra ou segurança diz que não se responsabiliza se criarem ferramentas que eles não estão preparados para suportar e o CEO, claro, repete incessantemente que “precisamos fazer algo”, como se seu desejo realmente fosse uma ordem em um mundo que ele não controla. E quanto menos acostumado a não ser “o entendido no assunto”, mais doloroso será e mais decisões equivocadas poderão ser tomadas. Veja, ninguém ainda sabe o que é e a discórdia já existe.

Apesar da confusão, tem algo importante nesta discussão. Entender o que é necessário para participar (ou mesmo ganhar) esta corrida do DevOps (e qualquer outra corrida) é crítico para o sucesso em um futuro próximo. Não apenas o sucesso em termos de ser um TI alinhado com as tendências de qualidade e eficiência, mas sucesso em relação a tornar a empresa competitiva em uma economia mais complexa e evoluída.

Considerando as experiências em DevOps e o quão importante isto é no futuro de como TI vai operar, tenho prestado muito atenção quando eu recebo um insight sobre o assunto. Após um período em um segmento complexo estive longe dos processos mais atuais de eficiência e de resultado e agora tenho tido a oportunidade de novamente ter conversas sobre inovação e como o modo de operar tem mudado graças a novas ferramentas e conceitos que apareceram nos últimos dois anos.