Verdades ainda não tão obstantes.

Eu sou quem te trouxe aqui,

E também quem te leva pra casa em um sopro de realidade.

Eu sou algo que não te pertence,

E posso estar errado sobre tudo isso.

Te vejo escorrer em tristeza por ai,

Me preenchendo um vazio,

Que se mantém quando você cai na real.

Eu sou alguém que te pertence,

E você pode estar totalmente errada sobre isso.

~

São verdades,

Estranha verdades.

Verdades que não cabem conhecimento.

Sim, são verdades.

Verdades que você finge não ver,

Mas elas não estão longe o suficiente para não apreciar.

Verdades obstantes,

Apenas verdades.

~

Agora somos oposições numa guerra silenciosa.

E tudo parece exatamente como você planejou.

Minha imagem parece fresca,

Mas sua mente deixou-a para trás.

Agora somos oposições numa guerra intima.

E nada é como dizia ser.

Minha imagem parece fresca,

E você me mataria internamente, o mais rápido possível.

~

Com o que você anda sonhando?

Toda noite é aquele mesmo pesadelo sobre momentos má vividos?

Eu sinto que esses sonhos me pertencem,

E você estaria totalmente errada se compreendesse isso também.

~

Verdades,

Veja, são apenas verdades.

Você sente que tudo é verdade?

Você sabe que tudo é verdade.

A noite ainda é clara quando você vê tudo por mim,

E não há verdade obstante se você sente isso.

É hora de apreciar um pouco disso,

Bem-vinda de volta, se aplauda e sinta-se confortável viajando entre si mesma.

Subjetivas verdades.

Eu sou a mala de viagens,

E alguém que não te tem por não me ter.

Verdades, falsas verdades.

Cristian B. Precoma