Ir a Lisboa é mais do que ir a casa

Ir a Lisboa é mais do que ir a casa. É um regresso a um sítio que anda sempre comigo. Um sítio aonde volta e meia tenho de bater à porta para me lembrar das coisas. Daquelas coisas que a gente se vai esquecendo, porque o raio do rame-rame da vidinha engole-nos sem misericórdia.

Ir a Lisboa não é ir. É regressar. Porque quando se é desterrado, como eu, nunca se parte. Só se regressa. Se calhar é por isso que escrevo. Para regressar por portas e travessas quando não consigo sair do mesmo sítio. As histórias levam-nos sempre ao que nos faz falta.

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