Então tenho que ser uma tartaruga para ajudar o projeto Itamar?

Essa frase é de autoria de um amigo. Quando li achei perfeita e descreve muito o que sinto quando leio certos comentários nas redes sociais.

Se você é homem… não entende o que é ser mulher… então não fale por elas. Se você não é homossexual… o mesmo… e se não é negro… ou trans… mesma coisa.

Não é só “Para de falar o que não sabe!”… porque realmente… se falar abobrinha aí não tem mesmo que falar. Tem que ajudar a diminuir a falta de informação, o preconceito e a intolerancia. Falar por puro achismo e mais atrapalhar do que ajudar realmente complica uma situação já complicada, né?!

Mas o problema é que até quando alguém tenta apoiar… essas pessoas recebem um post do tipo:
“Uma pessoa branca falando sobre racismo é a mesma coisa que uma mulher que nunca teve filhos descrever a dor do parto”.
“Homens, não venham me falar que entendem, pois se não tem útero não sabe o que é ser mulher!”

Eu entendo… sei o que querem dizer quando falam: você pode ajudar na desconstrução do preconceito, mas não atuar como protagonista na luta.
E quem disse que quero ser protagonista?! Quero lutar pelo respeito a todos e que a justiça e a ética seja cumprida… e imagino que muitos também querem. Mas escrever frases assim não é muito legal. Só acho que divide opiniões, segrega ao invés de unir.

Posso não saber como é sentir essa dor… mas tenho empatia e compaixão… e luto por seus direitos… vamos dar as mãos… e pensar juntos como podemos melhorar isso.

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