Fiquei sem saída, o início do fim

Por favor. Antes de ler, peço-lhe que vá em um link e ouça uma música enquanto eu te conto uma história.

Clica aqui e vamos começar.

Talvez eu não volte mais (apesar de que eu nunca faço as coisas certas), mas hoje eu tomei uns comprimidos aí, então se eu parar de escrever é porque eu não dei conta. (minha visão já está turva)

Me sinto trouxa. Mas não porque me fizeram assim, e sim porque eu saí por aí distribuindo amor e eu acabei ficando vazia. Vazia de mim, cheia de outros. Minha esperança estava nas pessoas. “Você é importante pra mim”, “te amo”, “não faça isso com você mesma”, “muita gente sente sua falta”, e outras várias frases clichês são faladas para mim diariamente. Mas eu me pergunto: para quê? Se em todos os momentos que eu mais preciso de alguém por perto, me encontro solitária? Eu sei que toda essa minha doença é extremamente egoísta e medíocre, mas o que posso fazer se eu sinto? Não vou mentir. Isso aqui é para lhes dizer o que sinto, não? Então é essa a verdade. Estou doentia. Doente de atenção, doente de amor, na espera sempre de algo.

Eu sou patética. E estou sozinha nessa.

É horrível saber que a vida de todas as pessoas segue e você fica estagnada entre segundos de euforia e meses de angústia. Eu me espelho muito no outro, né? Sempre espero demais. Sendo que eu deveria apenas gostar, confiar ou esperar algo de mim mesma. Mas eu acho que já estou estragada demais para ter algum conserto.

Eu sempre espero vir aqui para escrever palavras bonitas e poéticas, mas na dura realidade da vida de uma pseudo-suicida, só me restam frases desconexas e uma enorme dor no peito.

Hoje ao sair do trabalho eu vi uma tentativa de suicídio acontecer em um viaduto próximo do prédio. Fiquei ali, assistindo com outras dezenas de pessoas. Um homem sem camisa, de calça verde escura ameaçava se matar. E os comentários que eu ouvia eram apenas “nossa, tomara que ele pule logo e libere o trânsito”. Cheguei até a ouvir um cara reclamando que teve que subir a avenida a pé, pois o homem cuja vida estava destruída e sem esperanças estava querendo chamar a atenção.

Pois é. É isso que a gente ouve quando busca por ajuda. Mas após semanas pedindo ajuda de várias pessoas diferentes eu percebi que a ajuda não viria de nenhuma delas pelo simples fato de que: não há nada que elas possam fazer.

O problema todo está em mim. Eu sou o problema.

Me sinto sem solução. Enfim. Estou com medo. A solidão corrói.

Se algo acontecer, eu só queria lhes pedir perdão. A culpa, de fato, não é de ninguém. É apenas minha. E esse é um ato de covardia. Eu só não aguento mais lutar com isso… estou me sentindo perseguida.

Me perdoem.

Eu provavelmente voltarei.

Deixo aqui uma pseudo-despedida.

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