Reflecting, by Dave Meier

Quando eu era bem novinho, me impressionava com alguns amigos da escola que conheciam muitas bandas de rock. Eles discutiam seus álbuns, melhores músicas e até o estilo de tocar de alguns integrantes. Naquela época eu não entendia nada de música, exceto o que ouvia de tabela em casa. “Metallica”, “Red Hot Chilli Peppers”, “Ramones”, “Enter Sandman”, “Flea”, o que todos esses nomes faziam na boca de meninos de no máximo treze anos?

Essa mesma agonia eu sentia quando tentava assistir futebol com meus tios. Achava o jogo muito longo e chato. “Isso é porque você nunca foi no estádio…


Photo by Lou Levit.

Há mais ou menos dez anos, uma das minha atividades favoritas era jogar Xadrez. Frequentava grupos de jogadores e torneios aos fins de semana. Esse foi meu auge, estava longe de ser um bom jogador, mas podia sentir prazer sempre que arquitetava uma armadilha.

Logo nessa época eu pude perceber minha pior falha no jogo. Eu tinha o objetivo em mente, encurralar um bispo, tinha as primeiras jogadas bem claras, mas contava apenas com a sorte no desenvolvimento. Não dava sempre certo, mas eu assumia o risco. Há sempre imprevistos, não há máquina suficiente para calcular todas as possíveis jogadas.


Bus, por Ousseynou Cissé, no Flickr.

O garoto de apenas doze anos pega o ônibus diário para ir à escola de manhã. Não fez a lição de casa novamente, mas vai copiar de um amigo assim que chegar, antes da aula; é um hábito comum, ele pensa. Lembra que a prova de geografia é algum dia nessa semana, ele detesta geografia. Detesta história também. Português e matemática são interessantes, mas prefere copiar os exercícios também.

O ônibus vai meio cheio, todo mundo na rotina, indo trabalhar cedinho. Ele se distrai olhando a rua, vai imaginando um super-herói fazendo piruetas pulando de prédio em prédio, dando mortais…


Graffiti, Berlin, Aug-2011, by Mitch Altman: here.

Tire primeiro as fotos e aplique os filtros depois. Deixe os rostos de lado, foque mais nos lugares ou objetos. Deixe que o amontoado de pixels quadrado conte uma história.

Aprenda uma língua nova. Ou pelo menos ouça mais músicas cantadas nessa língua. Procure a letra e seu significado e cante junto.

Faça um desenho. Com caneta azul mesmo, desenhe um rosto ou algum objeto. Eu adoro fazer padrões, desestressa e é a coisa mais próxima de algo esteticamente agradável que eu consigo chegar.

Veja um filme diferente. Um filme estrangeiro, de alguma culura estranha, Hollywood já é carne de…


Quando a gente é novo
a gente aprende que a culpa é do governo.
Como um ato de rebeldia, os colocamos na outra ponta do espectro, ainda bem monocromático.

Já na escola
a gente aprende o que é democracia.
Então nos inserimos na minoria pensante, contra uma população burra.

Por fim amadurecemos
e, com sorte, entendemos que o governo
não é nada mais que um reflexo
de todas as cores desse prisma,
que não importa se é maioria ou minoria ,
intelectual ou ignorante,
a corrupção e a cultura
são indistinguíveis entre imagem real ou virtual.


Rainy Day 2, by Thomas (CC BY-NC-ND 2.0)

Tem dias que a água quente é muito quente
e a água fria é muito fria.

Tem dias que o pão doce é muito doce
e o café é muito amargo.

Tem dias que chove muito
e o trânsito todo para
e o metrô enche.

Tem dias que o que se fala não é entendido
e o que é entendido não foi o que se falou.

Tem dias que “ser” é obrigatório
embora mal se queira “existir”.

Tem dias que é muito longo o dia
Tem noites que nunca chega o dia.

Tem dias que são tudo que um dia não deveria ser.


On a recent trip to São Paulo, my hometown, I took my girlfriend to clothing shop on an early morning, and then on my way back home I saw that subway was really crowd. I decided to wait a little bit on the station, maybe work on a project from my phone, but then I saw one of those book vending machines. Checked the books out and found two interesting reads. I had a few coins and that summed up two reais. I put the coins into the machine and pressed 55, my book’s code. The screw-ish holders started swirling…


Photo from here.

When we are kids, the world is all our parents teach us. We learn a language to speak, we learn that people befriend each other, we learn that there’s something above watching us, we learn what we should do to our life, we learn how to live and we learn how to think.

The beauty of it all is that we are molded by our parents, probably as their image, in a few years. Then we get to school. …


Last Saturday my girlfriend asked me to help her with some exercises for college. She studies Business Management. Well, I understand nothing about it, but since the exercises were mostly math, I accepted the challenge.

All the 15 questions were about productivity. And it all had the answers. I have never studied the subject, but I could grasp it really quickly because the questions were all simple first grade equation problems. They would give me values and then I would have to find the remaining value. Okay, I didn’t know the equation itself. But that was easy, because the answer…


Já estamos na terceira semana do ano e até então eu não pensei nas minhas resoluções. Naturalmente eu colocaria que quero ler pelo menos um livro por mês; ver alguns filmes clássicos que nunca vi e rever outros; terminar a extensa lista de artigos salvos no Pocket; jogar todos os jogos de PS3 da minha estante para, quem sabe, comprar um console desta geração; diminuir a lista de jogos nunca sequer baixados da minha conta do Steam e assim por diante. Mas não, vou trabalhar em resoluções mais produtivas.

Andei pensando que estou tão viciado em consumir informação que mal…

Bruno Croci

Café com bolo de foo-bar.

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