O que vi no TDC2017 São Paulo — Parte 1
O The Developers conference (TDC) é um evento tradicional no Brasil, já no seu décimo ano. Ele acontece em várias cidades e este ano resolvi vir a São Paulo conferir o que rola por aqui, já que acompanho o evento desde 2015 mas somente a edição de Porto Alegre.
Primeira coisa que me chamou a atenção ao chegar aqui no Anhambi Morumbi foi o porte do evento, muito maior que em Porto Alegre, com 550+ palestrantes e mais de 7000 inscritos! Para a minha felicidade fui um dos 550 palestrantes selecionados, mas vou falar disso mais adiante. Além da variedade de estandes e claro o público de todos os lugares e tribos, evidenciando a diversidade que o evento abraça e que é muito legal! Uma das coisas que me encanta nesse evento é a capacidade de adaptação da organização, tanto durante o evento quanto entre um evento e outro.
No primeiro dia acompanhei a trilha de Design Thinking. Apesar de não ter muito conhecimento na área, já tive a oportunidade de participar de um case na época em que trabalhei na HP e foi muito interessante. Aos que desconhecem o tema, Design Thinking é uma abordagem de resolução de problemas centrado em quem tem o problema (usuários, clientes..). Desde a primeira palestra a palavra mais falada foi (rufem os tambores…!):

(foto como pausa dramática)
Empatia!
Mas por que empatia? Ora, nada melhor para entender o problema de alguém do que se colocando no lugar dessa pessoa, certo? Nada de inferências: "Eu acho quês" caiu de moda pessoal. E se ao invés de achar, fossemos lá, in loco, ver o que está acontecendo, conversar com as pessoas?
Já ouviu a frase "O Mapa não é o território"? Cada um de nós tem a sua bagagem e sua percepção (mapa) do que é o mundo (território), deixo aqui um bom artigo sobre o assunto caso queira se aprofundar. Portanto, empatia é de extrema relevância para entendermos com o máximo de precisão possível o real problema. Aliás, as vezes nós mesmos somos parte do problema! Sabe aquele processo lindo que você desenhou, seu orgulho? Tem muita gente gastando tempo e dinheiro da sua empresa desnecessariamente para o seguir. Ou, aquela escada que você projetou para ganhar um prêmio de design, pois é, a pessoa precisa subir de um andar para o outro e tá difícil!
Na maioria das palestras foi falado sobre prototipação e cases de aplicação e seus resultados. Curioso foi o quadrinista, Sami Souza, contando como podemos trazer os quadrinhos como aliado do Design Thinking de forma a trazer jornadas de usuário (visto que quadrinhos são ilustrações sequenciais) tanto para a visualização do problema, quanto da solução.
A última palestra do dia trouxe o Persona Card Game, com a Vânia Teófilo e a Cíntia Citton. O jogo consiste em 3 decks de carta: 1 de personas, 1 de similares e outro de cinética. O curioso é o deck de cinética, que busca introduzir um elemento inusitado (totalmente fora do contexto que está sendo criado) de forma a gerar insights. Sabe aquele problema que você passou o dia todo em cima e nada de surgir uma boa idéia, e quando você chegou em casa e estava tomando banho veio o grande a-há!! ? É isso :-)
Enfim, o legal do Design Thinking é que como estamos falando de problemas e não de software, podemos atacar qualquer problema com essa abordagem e suas ferramentas.
Em breve vou compartilhar sobre os outros dias aqui no evento.
E aí, conhece design thinking? aplicou? Tem alguma coisa que não faz sentido? Comenta aí!
