Atualidade de Macunaíma

Grande Otelo em cena do filme “Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade

O clássico de Mário de Andrade foi escrito em 6 dias, no ano de 1926, mas só chegou às livrarias em 28 de julho de 1928 (ver foto), em edição produzida e paga pelo próprio autor. Logo, Macunaíma, um dos maiores clássicos da literatura brasileira foi auto-publicado. Que fique esse registro. A palavra “Macunaíma”, contou-me o professor Deonísio da Silva, autor de “De Onde Vêm As Palavras” (Lexicon, 17ª Ed. 2014), quer dizer o “grande mal”. Se Macunaíma é o mito do “grande mal”, sem ele, pode-se dizer, estaríamos pior. Macunaíma, há que se reconhecer, é o herói brasileiro por excelência.

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Sem caráter, porque sem consciência. Em “Macunaíma” se vê o símbolo de nossa amorfia e da nossa imaturidade, como povo e como cultura. É Mário que diz: “eu copiei o Brasil, ao menos naquela parte em que me interessava satirizar o Brasil, por meio dele mesmo”.

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