Ser mãe, na real

38 semanas de gestação. Foto by Chen Xiaofen

Ah, a maternidade…essa coisa linda que aparece na TV, onde mamães estão sempre lindas e pomposas, radiantes e felizes! Seus bebês e crianças sempre arrumadas, penteadas e quietinhas. Quanta ilusão!

Daí você acorda um dia com um ser que nunca viu antes (tirando a ultra, lógico!), sem saber o que ele quer e o que está sentindo. Olha pra ele, tipo: “oi, sou sua mãe, e você é meu filho, vamos viver juntos por uns bons anos daqui para frente, seja bem vindo ao mundo!”, e daí a vida nova começa.

E as dúvidas e os questionamentos chegam, os cabelos passam a ficar mais em pé, as olheiras vão baixando, e o tempo voando. Aquela criaturinha tão fofa da barriga agora não apenas dorme, mas pendura no seio, faz cocô, chora, sente - e não sabe falar o que está sentindo. E você descobre que aquelas cenas da novela são apenas de novela mesmo.

Ser mãe é uma dicotomia constante: você fica morta, acabada, mas feliz. Negócio mais estranho esse né: “acabada e feliz”. Só quem é mãe entende…não querendo fazer pouco de quem não é, eu também achava que sabia, até minha primogênita nascer. Naquele momento e nos seguintes, e em cada dia da minha vida, descobri e descubro o que é amar incondicionalmente, o que é estar mortinha de cansada mas extremamente satisfeita.

Coisas de mãe…

Aproveite cada pedacinho do seu bebê, mesmo com todas as dificuldades (momentâneas!); beije, abrace, amasse; comemore cada fase e cada evolução, porque num piscar de olhos, acabou. Foi. E o cansaço físico se transforma em mental, pois o cuidar vira educar, e aí sim, o bicho pega!

O bicho pega porque educação vem de casa, e não da escola. E não adianta querer transferir a ‘responsa’ porque seu filho, seus valores. Você é um espelho constante. Mas isso é papo para outro dia…

Até, pois os filhos estão chamando! ;)