Dissabores

A Vida carrega em si implicações por muitas vezes dolorosas; implicações sem as quais não nos constituímos como Humanos. Nossa obrigação é saber como lidar em meio a tantos dissabores.

Um movimento pulsional tem se apoderado das minhas faculdades mentais e causado um imenso torpor. Sinto-me deformado… imergido em um mar de arestas pontiagudas que perfuram, rasgam e dilaceram. Uns dirão Pulsão de Morte. Outros dirão que é fase.

Fase ou não, ando enfrentando pequenas mortes diárias. Morte implica em perder. Perder implica em separar-se daquilo que um dia significou algo. “Um dia?”.

Novamente sobre implicações.

Perder um amor e não sair de um luto.

Cinco anos arrastados em musicas que transfiguram memórias em vivências intensas e extraordinárias. Chega!!

Uma porta se abre. Eis a Luz. Vermelha, branca e preta. E formas.

E arestas.

Uma oportunidade de sublimar o mal e guilhotinar a Treva Existencial.

Paulatinamente as etapas estavam sendo concluídas. Novos sonhos. Novos olhares.

A felicidade de um amor reverberou em meu coração.

Até que tudo um dia implica.

Implica em dor e dissabor.

E eu novamente sou posto a perder meus amores personificados.

Perder…

Se eu não acreditasse que o Ser Humano tende ao crescimento e à autorrealização, talvez neste momento minha crise existencial seria bem mais do que escrever linhas rudes para leitores que possivelmente compartilham dos mesmos dissabores que eu.

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