Startup ajuda idosos que moram sozinhos

De acordo com o IBGE, a parcela de idosos que moram sozinhos aumentou de 1,17mi para 3,7 milhões nos últimos 20 anos. O número de idosos também saltou de 11,4mi para 24,9mi segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio. O aumento é considerado grande e projeta o país para alta tendência de envelhecimento da população.

Foi olhando para esse mercado que João Mendes teve a ideia de trazer para o Brasil algo que ele já conhecia de outros países. “Nos Estados Unidos e Europa esse tipo de produto é algo cultural, as famílias fazem questão de tê­los para seus pais e avós”, comenta João.

O produto vestível que pode ser usado como relógio ou colar permite que idosos acionem o botão de emergência com apenas um toque e através de uma mini­central instalada na residência a chamada de emergência é realizada e os contatos avisados.

Diferente da teleassistência, o Cuidador Digital faz a ligação de emergência direto para os contatos sem a necessidade da chamada passar por uma central de atendimento. João complementa: “Tudo que você mais quer em uma situação de emergência é rapidez, por isso nosso foco é eliminar barreiras e aumentar a agilidade”.

Por possuir experiência anterior no mercado de startups e desenvolvimento de produtos com a metodologia Lean, João deu início ao projeto com um produto MVP que significa validar uma ideia com o mínimo de recursos e com R$ 20 mil colocou o negócio para girar.

João conta que o primeiro lote já estava todo encomendado e no início foi difícil suprir a demanda. Já no segundo lote, João se preparou e começou a instalar o produto em casas de repouso, desde então as vendas só aumentaram.

A expectativa é de atingir um faturamento de R$ 5 milhões nos próximos dois anos. O plano ambicioso não assusta João que garante: “Podemos vender muito mais que isso”.

“Hoje nossa estrutura é muito enxuta e através dos meios digitais é possível escalar a demanda, por isso estamos nos preparando para uma expansão rápida nos próximos meses que virá com um investimento externo.”, explica João Victor.

A importação das partes é a maior dificuldade, entraves fiscais e a grande burocracia dificultam a chegada das peças ao Brasil onde tudo é finalizado e despachado para os clientes. Por isso João planeja fabricar e montar 100% do produto em território nacional. “Acreditamos que isso contribuirá para o amadurecimento da produção de tecnologia no Brasil nos tornando mais competitivos.”, diz João.

Além da constante melhoria do produto com investimentos em pesquisa e desenvolvimento, João quer expandir a distribuição para todo Brasil com ajuda de parceiros.