Startup quer gerenciar pacientes fora do ambiente hospitalar utilizando biosensores

Projeto que visa auxiliar provedores de saúde a acompanhar integralmente o tratamento de pacientes oferece serviço concierge.

Foi-se o tempo em que informações como batimentos cardíaco e pressão arterial eram apenas mais um campo a ser preenchido no prontuário eletrônico durante as visitas de rotina. Essas informações agora são extremamente valiosas e a partir delas alarmes e avisos são disparados em uma central caso algum parâmetro saia dos níveis normais.

Soluções como esta desenvolvida pelo Cuidador Digital já é algo inseparável da realidade em países desenvolvidos, como no Canadá por exemplo, onde um estudo com diversos hospitais que implantaram políticas para gerenciamento remoto de pacientes evidenciou um aumento na eficiência do tratamento e reduções nos custos que chegam a 80%.

“Isso permite que pacientes crônicos ou que passam por desospitalização possam ser acompanhados da melhor forma, no conforto da residência mas com a atenção que receberiam no hospital” explica João Victor, diretor da empresa.

A realidade demonstra que cada vez mais os agentes da saúde precisam se preparar para a transição demográfica e epidemiológica que o país vive, onde a tecnologia é uma aliada cada vez maior das empresas.

Soluções bem desenvolvidas podem servir de grande suporte e retorno para os pacientes. Quando acessíveis, pode ajudar o paciente a monitorar suas condições fora do ambiente hospitalar, reduzindo taxas de readmissões e visitas aos departamentos de emergência.

Hoje em dia cerca de 500 pacientes no Brasil utilizam soluções de monitoramento dos parâmetros vitais e embora muitos devices já realizem estas tarefas, a maior barreira segundo João, é a conectividade e integração com médicos e profissionais da saúde para que possam absorver e fazer uso destas informações. “A solução além de beneficiar o paciente é uma redutora de custos e já comprovou sua eficácia, agora é uma questão de mudança cultural…” finaliza João.