Tudo em excesso faz mal. Você é um fã excessivo? Então esse texto é pra você.

Amados, em época de tantos shows e tantas celebridade no país, a redação estava comentando uns coisa que não dá mais: o fanatismo e falta de educação das fã bases. Podemos usar vários exemplos, mas o que mais cabe no momento é o Justin Bieber. O tamanho do fanatismo e como as pessoas ficam insanas por uma foto, por cliques, por retweets e por “lacrar” na internet. Não entraremos no manjado “ele é ser humano”, mas o que fica de alerta é uma coisa: a internet prega tanto o amor, a positividade e a empatia e são os primeiros a debochar quando uma celebridade fala sobre o que o fanatismo e histeria causam ansiedade e depressão nos mesmos. Outro exemplo seria a obsessão de adolescentes e jovens adultos com a boyband One Direction, um dos maiores fenômenos teens dos últimos anos junto com Bieber. A não ser que você leitor viva fora da internet, ouviu falar de Larry, o nome de casal dos membros Harry Styles e Louis Tomlinson. As “shippers” do casal ameaçam namoradas dos garotos, procuram documentos – tudo isso para provar que tudo é um plano dos empresários para esconder o romance entre membros. Usemos também o famoso caso “camrem”, onde a alienação de uma fã base além de estragar a amizade entre Camila Cabello e Lauren Jauregui, criou uma situação insustentável onde os próprios fãs querem DITAR quem as garotas devem namorar ou não.

Um outro sinal de exagero de fã é a famigerada hipocrisia. A hipocrisia é um instrumento usado para favorecimento do próprio ídolo em relação aos outros artistas em geral. O fã parece esquecer dos acontecimentos negativos do seu favorito e detonar o famoso que não gosta e, dessa forma, lacrar na internet. Essa ilusão de que seu ídolo é perfeito e não erra e que os atacados – como aquele jovem que é frequentemente visto em manchetes sensacionalistas é o pior ser humano ou a grande artista feminina negra não sabe produzir nada que lança, não cria e não escreve – são os únicos que merecem tanto ódio.

Toda essa loucura também ocorre na internet, onde ofensas racistas entre outras de baixo calão ocorrem constantemente, muitas vezes por motivos futeis como charts. Artistas, que tem como missão principal entreter, acabam se tornando o motivo de fim de amizades e conflitos entre pessoas que muitas vezes nem se conhecem.

Sabemos e somos conscientes que o fanatismo é baseado na ideia do outro como posse. O trabalho, o sentimento, a vida do artista é sua. O consumo de tudo que ele produz é meio que uma forma de manter esse ‘amor’ vivo, uma celebração quase que religiosa. Percebemos que parece meio que dolorido tirar essa imagem divina do pedestal e ver como alguém normal, porém por outro lado, todo essa devoção é lucrativa para o artista. Porque ela representa um público fixo, sabe.

O fenômeno do artista como uma celebridade a qual sua vida pessoal tem tanta importância quanto a profissional começou como uma estratégia dos agentes para conseguir chamar mais atenção para os trabalhos dos atores de Hollywood.

Nós queremos colocar aqui em pauta o fanatismo e como isso não é saudável, EM NENHUMA ocasião. Celebridades, são pessoas no fim de tudo. Vocês já imaginaram não poder sair na rua, ou não poder comer em paz, ou não ter sossego nem no jardim da própria casa? Não adianta falar que a pessoa quando é famosa pede por isso, porque acreditamos que jamais alguém quer ter sua privacidade e momentos de sossego invadidos. Aqui todos nós acreditamos que celebridades merecem ser tratadas sem esse fanatismo e histeria, pois não são deuses nem nenhum tipo de reencarnação deles. Chegamos a um momento em que queremos que toda essa idolatria vá embora, por não ser saudável nem para os fãs, muito menos para o artista em questão. Chega de gritos, choro, tumulto. Apreciemos o trabalho e lembremos: são pessoas, de carne e osso como nós. Provavelmente com uma conta bancária a perder de vista, mas ainda assim, meramente pessoas. Lembremo-nos disso.

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