O xadrez, o demônio e os fortes mentamente e espiritualmente.

1. O xadrez já está montado pelo demônio e o jogo começa admitir ares de fim, de cheque mate, e muitos como dominó cairão em meio a gemidos confusos. O fato de faltar força aos combatentes, para permanecerem em pé no decorrer do duelo, desesperados se encontrarão e se perderão. Pânico, depressão, desesperação, raiva, impaciência, revolta, ira, ódio e confusão, em larga escala, são alguns sinais desta violência mental e espiritual empreendida por satanás e seus algozes. Esse é o efeito da opressão e da influência violenta sobre as “portas abertas” presente na alma: feridas. São pancadas duras lançadas aonde não se encontram muralhas, muros de proteção. Que por sinal são elementos indispensáveis em momentos que antecedem e sucedem grandes combates.
2. O efeito dos golpes e dos ataques constates do oponente — demônio — contra as feridas ainda abertas, contra as brechas ainda não fechadas é sentida diariamente. Sim, podemos dizer que são brechas e pode-se, também, afirmar que são aberturas aonde se passam acontecimentos, que nestes casos, é possível chamar de local de influência e, além mais, é ambiente favorável para à observação e o estudo do nosso inimigo. Essas brechas, ou melhor, essas feridas são raízes profundas nativas do desamor experimentado e vivido ao longo da vida, sobretudo, afixadas, plantadas naquelas etapas consideradas as mais importantes para o desenvolvimento integral e saudável do ser humano. Essas feridas se tornam armas estratégicas nas mãos dos nossos oponentes impiedosos, invejosos e assassinos: os demônios. Na verdade essas brechas são suas armas mais poderosas e, talvez, seja por isso à enorme dificuldade em dar passos de curas profundas neste campo. Ele, o inimigo, luta e lutará arduamente para que esses passos não sejam dados, para que essa área da vida não seja iluminada, pois sabe que os benefícios são incontáveis e inumeráveis, quando a cura e a libertação se ocorrem nestas lesões incrustradas na alma.
3. Não existe uma única raiz, não existe uma lesão funda sequer, que não seja do conhecimento e que não tenha a participação direta destes mentirosos arrogantes. Sem medo de errar: eles lançaram odiosamente todas essas sementes do desamor ao longo da vida e nas fases mais importantes dela e tentam sorrateiramente regar dia e noite essas raízes, com objetivo único de torna-las profundas, espessas e longas, para ali influenciar e assim gerar disfunções diversas, seja na forma de pensar e ou de perceber o amor e a realidade. O efeito e o impacto são sentidos na comunicação e no relacionamento intrapessoal — consigo mesmo — e é disparado imediatamente no outro, em forma de vingança, de cobrança e de julgamentos, pois o mesmo faz em si por primeiro. É evidente que aquela ferida de nascença, oriunda dos nossos antigos pais, cumpre papel fundamental no capcioso plano diabólico. Ele se aproveita de todas essas fraquezas e desta grande brecha, de maneira especial, e abusa com habilidade daquela que nasceu em sua astucia e inteligência, lá naquele jardim, lá naquele lugar que é comparado à um paraíso.
4. O Reino de Deus: que é o Reino da verdade está em luta decisiva contra o reino de satanás: que é o reino da mentira. Neste duelo em pé permanecerão os dispostos, ou melhor, aqueles que ergueram e edificaram verdadeiras estruturas militares. E, como fizeram e ou fazem isso? Por meio do autoconhecimento que conduz a sabedoria e leva a cura e a libertação das feridas levantando e armando os lutadores outrora com ânimos combalidos, isto é, sem forças. Mas estes que trilharam este caminho árduo do autoconhecimento, agora, se sentem profundamente amados e desta feita mais livres das fortes influências acometidas por satanás e comparsas. A experiência na luta interior os fez guerreiros experimentados e acostumados as grandes batalhas: são fortes mentalmente e espiritualmente.