O amor é simples

Colonia del Sacramento, 30 de junho de 2014

Por motivo de força maior, decreto Colonia del Sacramento como a cidade mais romântica do mundo. Paris, cidades italianas e afins? Que nada. 
Ela é um incansável suspiro. Oras, por quê?

Rua dos Suspiros, clicada por mim

Além de parecer ter sido esquecida no tempo, foi nela que eu presenciei uma declaração de amor tão gratuita de dois completos desconhecidos.

Fiz o tour pela Ciudad Vieja (Cidade Velha) em inglês, com a guia e um casal idoso de canadenses, dois vovôs do caralho: venderam tudo que tinham e só viajam, eventualmente retornando ao Canadá para visitar os netos. Pois é, o universo conspira para gente assim passar pelo meu caminho. Não caibo em mim de felicidade quando encontro pessoas assim, tão inspiradoras e… comuns!

Voltando…

O Peter é sensacional, que senhorzinho vivido e que cabeça jovem! Não demorou muito para virarmos super amigos e ele contar a vida toda dele e vice-versa. Entre uma ruela charmosa e outra, ele me vira e fala assim, baixinho, tipo contando segredo, mas com ar de estar comentando o bom tempo:

“A gente não tem casa, mas eu tenho uma missão, sabia? Minha missão é fazer essa mulher (a esposa) rir pelo menos uma vez ao dia”.

(Pausa para eu me tacar no Rio da Prata depois de ouvir essa)

Sorri e olhei para a senhorinha, toda serelepe. Não tenho dúvidas que a aquelas rugas eram fruto de muitas, muitas gargalhadas.


Decidi reproduzir meu diário virtual facebookiano de dois anos atrás, quando pude dar uns rolés pela Argentina e Uruguai. Revisitar as memórias de um momento tão determinante de quem eu sou hoje é um presente que dou a mim mesma. Espero que gostem.