Você já foi ao mercado de Ver-Dois-Pesos, nega? Não? Então vá!

“Eu uso o que eu quero, me visto do jeito que me der na telha, sou muito mulé, sou empoderada pra car… ahem, pra bu**ta, então vai ter sobrancelha de drag sim, batom azul passado pra fora da boca também, sombra verde cintilante sim, cabelo do sovaco pintado de magenta sim, o da cabeça oxigenado nas pontas e raspado nas laterais formando as frases QUEEN BEY de um lado e PUSSY POWER do outro, lápis borrado no olho é fleek, esmalte amarelo-pus descascado acho lindo, e se reclamar vou passar glitter na bunda também, tá bom, tô nem aí pro que ômi gosta, tô nem aí pro que as outras mulheres acham, parem de cuidar da vida dos outros, morram, chega de fashion police, basta de modaoriginalofobia, eu uso xadrez com listrado, estampa e bolinha tudo ao mesmo tempo com bolsa peruana, minissaia e botina de goma sem meia porque eu quero, porque sou free demais e sua mentezinha pequeno burguesa não concebe que eu possa estar mais interessada em expressar minha individualidade, em experimentar o conforto negado a gerações de pessoas por causa de… ai, pera, né possível, aquela mina ali tá mesmo de Crocs? Em público? E o cara de pochete? Oh, céus, isso devia ser proibido, esse povo é cego, como ousam sair na rua assim, alguém devia prender, ai, ui, my eyes, não admito, kill it with fire”.

Resumo: gente não só é incoerente e hipócrita, não. É também chata pra caralho.

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