Matando o impostor 3: Escolhas certas com ótimas Lembranças e excelentes resultados

E aqui chegamos. Neste artigo eu venho concluir a trilogia sobre meu planejamento profissional e pessoal em 2016, onde falei sobre as minhas maiores mancadas e apostas que me decepcionaram.

Agora veio a parte mais legal! O que deu certo para mim em 2016? O que faria novamente sem medo?

Escolha certa 1 — Evernote

Alguns descobertas culturais que me apareceram em 2016 foram: a história em quadrinhos Tungstênio, a música Lentes da banda Super Combo e o Filme Distrito 9.

Aí você se pergunta: porque estou te passando essa informação?

“Te encontra logo” do Cidadão Instigado foi outra surpresa do ano de 2016 -Fonte G1

Porque eu adoro fazer isso. Recomendar filmes, músicas e livros.

Porém, estou ficando velho e não tá dando mais pra decorar comandos do Git, Plugins úteis do Nodejs e ainda sobrar espaço na cabeça pra lista de músicas novas. A sacada é que este ano, ao invés de usar o Evernote como uma agenda e anotar coisas possivelmente chatas passei a usá-lo para guardar coisas que eu adoro.

É um Mindset bastante diferente, mas pelo menos para mim, funciona muito bem. Toda vez que tenho contato com uma música, uma comida, um documentário que tenha gostado e queira indicar para alguém, já visualizo mentalmente o logotipo verde do App.

Escolha certa 2 — Code Cracker

Como já disse outras vezes, foi bem complicado achar um projeto Open-Source estrangeiro para contribuir. No desespero, acabei enviando um tweet para um cara que é referência em Microsoft .Net aqui no Brasil: Giovanni Bassi .Que me respondeu prontamente indicando o Code Cracker.

Explicando de forma bem rápida, o Code Cracker é um analisador de código C# que utiliza a biblioteca Roslyn para auxiliar programadores a gerar código de qualidade. Não é um projeto estrangeiro, mas é globalizado. Todo escrito em Inglês, é justamente o que eu precisava, pois os primeiros passos, a colocada de pé na água fria, estão todos em português e super bem redigidos pela fera Elemar Jr.

Um dos autores deste livro (Jim Wooley) é colaborador do Code Cracker - Fonte: Amazon

Com tanta gente fera interagindo em minha primeira participação no projeto, as expectativas não poderiam ser melhores. Porém, tecnicamente não foi nada fácil.

Tive que aprender a resolver conflitos no Git, mergulhar bem nos testes unitários no Visual Studio e entender como usar o Framework Rosyln. Se você também está começando no mundo Open-Source, vou lhe confessar: a sensação de ter o primeiro Pull Request recusado não é das melhores, mas foi legal, porque os caras são super compreensivos e didáticos na hora de apontar o que você fez de errado. E após ele ser aceito, tudo ficou mais interessante.

Escolha certa 3 — Linux Debian

Apesar de ter falado mal sobre o Azure no último artigo de retrospectiva, eu adoro a Microsoft. Praticamente 70% das coisas legais que eu já fiz, foram usando o Visual Studio e tecnologias desta empresa.

Tio Bill — Fonte: Luxus

Porém, neste momento escrevo de um Linux Debian com Mate Desktop Enviroment e recém instalado por um especialista na área. E estou gostando tanto que já estou até pensando em colocar um adesivo do pinguim no meu notebook (do lado do adesivo do Visual Studio é claro, só pra provocar).

Uma forma interessante de revelar a minha idade é confessar que já usei o Linux Red Hat, Kurumin e até o Linux Conectiva. E não tinha lembranças nada interessantes desses Sistemas.

Porém, o Debian está sendo uma excelente surpresa. A facilidade que estou tendo pra utilizar o Android Studio, o Visual Studio Code e a maneira que ele reconhece as minhas plaquinhas Arduíno é de se impressionar.

Escolha certa 4 — VanHackathon

Já tinha indicado o pessoal da VanHack aqui outras vezes. Mas, se pelo fato de eu ainda não ser fluente em Inglês, ainda acho que eles não podem me ajudar a arrumar um emprego no Canadá. Mas há algo muito legal que eles disponibilizam para membros Pro que é muito interessante: o VanHackathon.

Explicando de forma bem simples, há a possibilidade de você ser um membro Premium na VanHack e assinar durante um tempo extenso ou membro Pro, por um tempo pequeno (um mês por exemplo). Desta forma, é possível de você participar do Hackathon apenas com a assinatura mensal, (que foi o meu caso). E aí participei do meu único hackathon de 2016.

Resultado do único Hackathon de 2016 que eu consegui participar

Foi uma maratona corrida, toda feita de forma remota e apesar de eu e o Leandro não termos conseguido resolver o desafio a tempo (por um pequeno vacilo meu, importante dizer) conseguimos gerar esse joguinho do vídeo acima, usando Heroku, Nodejs, Socket .io e Angular2. E que eu particularmente achei que ficou muito legal.

Esta foi uma surpreendente descoberta de 2016. Se tá complicado participar dos Hackathons daqui do Brasil, bora procurar hackathons remotos. :)

Escolha certa 5 — Android

Questão polêmica: desenvolver para mobile nativo ou híbrido?

Pra muita gente a resposta é imediata: claro que é melhor desenvolver para híbrido! Ter duas equipes para que? Desenvolvimento nativo é muito lento.

Estaria o desenvolvimento Híbrido se tornando uma bala de prata? Fonte:Youtube

Dá uma discussão longa. Pra experimentar, em 2016 eu desenvolvi um pequeno protótipo em Ionic e vou assumir que achei o Framework muito produtivo. Porém, foi me candidatando a vagas para Desenvolvimento Mobile Nativo que eu tive as maiores surpresas este ano.

Recebi, com muito espanto em minha caixa de e-mail vagas para trabalhar na Espanha, Alemanha e até para participar de um projeto mobile em uma maiores produtoras de Entretenimento do Mundo (?!!) já informando até a localidade onde o projeto ia ser realizado (acredite é a mais pura verdade).

É claro que minha não-participação em projetos Open-Source, o fato de não ter Inglês Fluente (novamente) e ainda não ter permissão para trabalhar nos EUA, me impediram de participar do processo seletivo destas propostas.

Mas tudo isso, aliado ao Android Auto,o Android Things (fresquinho, fresquinho) e este curso da Udacity me fizeram adotar definitivamente o Android como tecnologia preferida para estudar daqui para frente.

Escolha certa 6— Node Js

Além do Android e do C# outra tecnologia que só me deu alegrias em 2016 foi o Nodejs. Com o node eu fiz o meu primeiro Crawler.

Muito orgulho deste artigo. Fonte: IOPub

Apesar dele ter ficado obsoleto, (acredito que o pessoal da OPS já deve ter substituído por outro mais eficiente) este script foi a minha porta de entrada para o mundo Open-Source e também tema do meu primeiro artigo sobre tecnologia feito sob encomenda pro pessoal da IOPub.

Node é vida!

Escolha certa 7 — Escrever para estudar

Além de ser um passatempo incrível (quando estou numa fila por exemplo, abro o Evernote offline e começo a escrever) descobri este ano que estudar e documentar o resultado é muito bom para fixar um conteúdo.

Fiz isso com minha série sobre Design Patterns. Apesar do linguajar lá não estar nada profissional, estes artigos me ajudaram demais a ter motivação em estudar este tópico que ainda é um grande desafio para mim em algumas situações. Deu trabalho, mas valeu a pena.

Escolha certa 8 — Mudar a apresentação Visual

Estar empregado em 2015 meu trouxe a liberdade de poder de ter essa foto de perfil no GitHub.

Porém quando você está procurando emprego a coisa muda um pouquinho de figura. Apesar dessa imagem acima resumir bastante da minha personalidade (Café, Smartfones Android e camiseta com frase polêmica) eu duvido muito que ela passe algum tipo de credibilidade a algum entrevistador.

Esta acima (apesar de estar numa resolução menor) acredito que tem mais chances de me trazer melhores oportunidades. Então eu acredito que foi uma boa escolha.

Escolha certa 9 (?)— Hacker Rank

Bom, eu vou ser sincero: não aprendi nada de novo com o HackerRank.

Mas resolver os exercícios lá e ganhar uma medalhinha simbólica, fez bem pro ego. De todas as coisas que planejei para 2016, essa foi a mais neutra. Não me trouxe nenhum benefício real, mas também não me gerou decepção nenhuma.

Melhor de todas as escolhas de 2016

Bom, aqui eu preciso dar um destaque todo especial. Todas as pessoas que me conhecem, sabem que só há uma candidata para ter sido a minha melhor escolha em termos profissionais e pessoais em 2016.

Que boa ideia ter comprado uma coisinha dessas Cézar :)

Estou olhando meu histórico de compras no Mercado Livre e acredite, por uma grande ironia, meu primeiro Arduíno foi comprado por volta das 17:30 do dia 31 de Dezembro de 2015 (!). Nada podia ser mais simbólico.

Primeiro MeetUp que eu participei

Já falei neste artigo sobre o quanto encontros do BH Arduiners só me trouxeram boas energias. Mas sempre é bom falar mais um pouquinho.

MeetUp no Espaço 104

Conheci pessoas extraordinárias, fui em lugares muito legais, aprendi coisas que nunca imaginaria e acredito também que ajudei também algumas pessoas, da forma que eu pudia.

Tive o prazer de acompanhar o crescimento do grupo, que começou itinerante para finalmente se fixar no FabLab da Newton Paiva. Tudo correu muito bem em todos os Meetups, mas o melhor de tudo estaria por vir.

MeetUp no FabLab da Newton Paiva

Por indicação da Carla Queiroga, eu o Igor e o Júlio tivemos o prazer de apresentar um Workshop sobre Arduíno e sobre a construção do Switch Button na primeira Campus Party realizada em Minas Gerais.

Maneira espetacular de celebrar uma parceria tão interessante

Vocês não podem imaginar o quanto me sinto grato por ter participado disso tudo. Participar de um evento tão importante e de forma ativa, ensinando as pessoas o pouquinho que eu aprendi durante o ano, é sensacional.

Isso não tem preço. Sinceramente

Conclusão

Concluo que o resultado do ano foi equilibrado. Meu período sabático em casa está durando mais tempo que eu esperava. Porém fiz grandes contatos, aprendi muita coisa nova e espero muito que isso vá me ajudar muito no meu próximo emprego.

Se eu pudesse voltar no tempo só há um conselho que eu me daria no final de 2015: “Learn English,man!”. O resto eu faria tudo de novo.

Feliz 2017 para você.