Ao lado e abaixo da Linha do Equador

Como um canino roendo o osso, a ‘ex-presidente’, apreensiva, com medo de perder o que há muito já esta perdido, e de olho no ‘futuro presidente’ do canil, do osso por nada se afasta. Apesar de cada vez mais abandonada, não fosse seu osso bastante roído para consolá-la, não perde a pose. Atitude própria dos estelionatários ou de vários tipos de vigaristas, continua agindo como se fosse um cão de raça e pedigree, apesar de ver 30 dos 49 de uma ex-matilha buscarem ração no velho cão que se aproxima e os atrai.

E tudo isso e muito mais tem acontecido em terras longínquas. Situada ao lado e abaixo da Linha do Equador onde em tempos idos não se imaginava pecados. Porém, como tudo muda, hoje sobrevivem aldeias sórdidas populadas por animais em formas humanas que, em tom ameaçador, preparam-se para a guerra após o Cacique Jararaca da Pele Vermelha vociferar que, na hora que quiser tudo pode incendiar.

Entretanto, a sorte [se é que assim se pode falar] desses habitantes que em República dos Bananas imagina um dia institucionalizar, é estarem sob a proteção da capa preta de um “moro” - apesar de perseguido não só pelas diversas facções das tribos Vermelhas, mas dos infiltrados nos ninhos dos Tucanos, alas dissidentes das aldeias lideradas pelo fantasma do Dr. Ulisses.