O maior elogio que eu dei à uma mulher foi: “o teu beijo é doce”.

Pragmáticos falariam que o doce seria pela gelatina com vodka, que ela acabara de engolir antes do beijo. Porém, o doce foi muito mais que o beijo.

Aquele dia, tudo era doce. Talvez fosse um dos melhores dias da vida e eu não percebi. No alto dos meus 27 anos, eu era apenas um guri num mundo completamente novo. Descobrindo e se descobrindo. Parecia um filme que passa na sessão da tarde.

Aliás, o final foi exatamente de um filme. Chego em casa, de baixo de um sol que não se fazia ausente, e dancei na sala. Numa manifestação de alegria que poucas vezes senti, eu e minha irmã, que também acabara de chegar, ali dançando, rodeado pelas novas tonalidades que o sol presenteava nossas paredes, em cumplicidade.

Ah, o gosto do beijo guardo até hoje.

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