O que fica de 2015

2015 foi um ano difícil. Um ano de renovação do espírito, um ano de baque, um ano em que eu aprendi lidar com diversas coisas que eu só fui acumulando durante os anos anteriores.

Como um cego que não sabe quais são as cores e de repente começa a ver, eu sinto que nesse ano muita coisa nova apareceu nos meus horizontes- mas também tive que lidar com situações de desconforto; haviam coisas dentro de mim que eu precisava mudar e não sabia como, e sinto que durante a segunda metade desse ano os astros me deram aquela forcinha para desenvolver.

Não gosto do papo de que 2016 será melhor sem fundamentação alguma, ele tem que ser melhor por um motivo: você e sua capacidade de mudar. Caso contrário não há melhora nenhuma. E eu sou bem chata e e introspectiva em relação à isso, não gosto de falar sobre hábitos e rituais de ano novo, nem de ler textões de amigos e familiares sobre como será o próximo ano sem ver algo realmente acontecer, entra ano-sai ano. Correndo o risco de parecer egoísta e presunçosa (e já o sendo- afinal, quem sou eu pra julgar como as pessoas vivem e estabelecem suas relações com o universo não é mesmo?) eu gostaria de dizer que; esse ano o meu texto não vai ser para os outros, o meu texto não vai ser para aparecer nas redes sociais, o texto que eu escrevo não vai servir de medalha ou troféu para o ano de 2015- foi um ano falho, como qualquer outro, mas foi um ano de aprendizado. E eu aprendi que já fui muito moldada pela sociedade e pelas regras que ditam onde devo estar e o que devo fazer.

Esse ano não mais.

2016 vai ser diferente por um simples motivo: eu enxerguei o que está errado, onde está a falha que não me deixa ser feliz. E esse é um botãozinho que cada um encontra dentro de si mesmo em determinado momento, afinal, a felicidade não é algo inesperado, é algo que você constrói através de atos que te façam bem. Por este motivo eu me tornei vegana, por este motivo eu amadureci meu pensamento feminista, por este motivo eu larguei a faculdade e fui encontrar meu rumo, fui conhecer novas pessoas, novas perspectivas, buscar novas ideias e ideais para um mundo melhor. E sim, fiz tudo isso esse ano. Ufa!

Por isso, hoje dia 31 de dezembro de 2015, eu olho pra trás e penso comigo mesma: “É Daiane, esse ano te pregou algumas peças, coisas do destino mesmo, mas acho que nos saímos bem”.

E pra finalizar, já que estou falando em peças:

Queria agradecer a Deus, a Grande Mãe, a Olorum, a Rá, a Brahma ou a quem quer que tenha te botado no meu caminho Arthur. Sem você eu não andaria uma casa no tabuleiro esse ano.