um podcast sobre a tão doída dor de amor e como lidar com ghosting, orbiting e outros termos dos relacionamentos da nossa geração

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achei que ia dar certo mas morreu na praia…..

dia desses eu postei um episódio de podcast sobre términos, dor de amor, ego ferido, ghosting, orbiting, closure e como ter uma relação mais saudável com todos esses processos da vida que acabam nos machucando. já ouviu?

espero que minhas experiências com tudo isso te ajudem! e fica de olho no spotify, porque em breve vou publicar mais um monte de episódio. e qualquer dúvida, questionamento ou problema de amor, fala comigo no curiouscat, ok?


uma visão interessante pra tentar explicar a angústia causada pela liberdade sexual na dinâmica hétero

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marília mendonça bem disse que todo mundo vai sofrer

ah, a liberdade sexual. a tão sonhada e almejada promessa de que, livres de uma série de preceitos machistas, as mulheres estariam mais à vontade pra correr atrás do que realmente querem, sem se importar com as imposições de comportamentos recatados. mas uma vez “livres” e ativamente correndo atrás dos nossos desejos, nos deparamos com uma questão que nunca havíamos pensado que seria problema, e que é a causa de muita angústia em quem se propõe sem sincera e assumir as próprias vontades: a incógnita do desejo do outro. …


recebi meu grande amigo pedro camelo pra um bate-papo sobre um dos melhores tópicos do mundo: date ruim, date zuado, date engraçado

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o nível de radiação dessa imagem é incalculável

gravei mais um episódio de podcast, dessa vez com o querido pedro camelo, pra conversar sobre um dos assuntos que a gente mais entende e matar saudade das noites e mais noites que passamos em botecos do centro jogando conversa fora e rindo de besteiras da nossa vida. espero que vocês gostem!!

bom, fora isso eu dei uma sumida com os textos mas já já volto. acabou que essa história de podcast tá me dando mais trabalho do que eu imaginei, e por isso eu quero saber de quem tá ouvindo: vocês tão gostando? a qualidade do som e da edição tá aceitável? …


sim, essa é uma pergunta que me fazem e então eu resolvi gravar um podcast pra responder

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é tipo fazer compras

eu estou com uma saudade absurda de ter date. absurda. sabe, essa saudade de me entregar ao acaso, dar match com alguém num cardápio online, começar a conversar, criar expectativa, combinar de sair e ver o que de bom pode sair do encontro com um desconhecido.

dia desses, pra matar a saudade de me sentar em um bar frente a frente com um rosto inédito, eu decidi participar da experiência digital antropológica que é o love is in the cloud, uma sessão de blind dates que foi desenvolvida por duas designers de experiência pra movimentar a quarentena. por 5 minutos de cada vez eu pude conversar com 8 caras que eu nunca tinha visto na vida, conhecer uma migalha de cada um e experimentar de novo um pouquinho desse frio na barriga que é conhecer gente nova. pra tornar toda a experiência mais dinâmica e interessante, a cada rodada de blind date a dupla recebe uma pergunta inusitada pra quebrar o gelo, então ao invés de ficar no pacato “oi tudo bem como você chama quantos anos de onde é trabalha com o que”, eu tive conversas sobre mc fish, tartarugas, fotografia, plantas, cozinha, vaporwave e arte contemporânea. …


algumas reflexões sobre amor romântico que eu queria pontuar pra vocês nessa data especial

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será que ele me ama???

eu cresci sendo uma romântica de carteirinha. adorava brincar de casinha, desde muito nova sonho em ser mãe, minhas bonecas sempre tinham namorados, dei meus primeiros selinhos ainda bem criança, tinha namoradinhos no jardim de infância, sempre tive paixões na escola e sonhava em ter um namorado de verdade. pra mim isso sempre foi o normal: viver era namorar, fazer faculdade, casar, ter uma profissão, ter filhos e ser feliz para sempre, mas o essencial para tudo isso é ter um companheiro, alguém com quem viver junto todas as outras coisas. e tava indo tudo no caminho certo, aos 20 anos eu jurava que casaria com meu primeiro namorado. até que eu vi que não.


histórias sobre como o acaso é sempre o melhor diretor

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fotinha que minha amiga alina fez em um rolê aleatório e que ilustra bem a vibe e as companhias dessa época em paris
as crônicas de hoje também ganharam versão áudio

paris tem essa energia incrível do encontro ao acaso, que na prática se mostra muito mais surpreendente do que qualquer um poderia imaginar. usar aplicativos, por lá, não é tão eficiente quanto viver o dia-a-dia, porque as coisas realmente acontecem no cotidiano e as pessoas online acabam não sendo tão interessantes quanto as que você conhece por aí. eu e meus amigos tivemos mais sucesso em bares, restaurantes, festas, aulas e até no metrô do que usando o tinder ou instagram, o que pra mim é bem raro de acontecer hoje em dia, especialmente em bh. quer dizer, de lá pra cá eu não lembro de ter ficado com alguém — fora de carnaval — sem ter que usar a internet ao menos pra sinalizar o interesse. mas paris não. …


(é você sim) mais algumas histórias, dessa vez sobre como a carência é mesmo a mãe da roubada

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refiz essa foto quase 3 anos depois de um date no pompidou e achei simbólico demais o que fizeram com o adesivo

quando se trata de date, nem tudo é um mar de rosas. na verdade, o que mais acontece é a gente quebrar a cara mil vezes enquanto procura por alguém legal pra dar uns beijos com alguma frequência. na minha saga de dates em paris, por causa da carência da solidão de estar morando sozinha em uma terra tão distante, eu acabei dando alguns murros em ponta de faca e às vezes escolhi continuar insistindo no erro porque o rosto parecia compensar. quer ver?

o vizinho

eu morava em um studio em uma residência estudantil enorme e tinha um restaurante universitário embaixo da residência. eu almoçava e jantava nesse restaurante várias vezes por semana e comecei a ficar familiarizada com alguns rostos que frequentavam bastante ali pra comer sozinhos. tinha um menino que às vezes tava no caixa e às vezes tava comendo que era simplesmente maravilhoso. e absurdamente simpático. ele percebeu que eu falava português quando me viu conversando com uma amiga e começou a falar em português comigo, porque ele tava estudando a língua sozinho. essa minha amiga também ficou babando nele e eu ficava pensando em como iria passar meu telefone pra esse menino. aí um dia eu tava me recuperando de um resfriado horrível, fui jantar sozinha quando o restaurante tava quase fechando e ele apareceu pra jantar e sentou do meu lado. a gente começou a conversar horrores, ele era muito legal e simpático e interessado no brasil. a gente terminou de jantar, continuou conversando, ele era uns cinco anos mais velho que eu, tava cursando matemática e era atleta profissional de salto em distância. ele também morava na residência e a gente subiu junto e ficamos sentados na escada de incêndio conversando por tipo uma hora. eu queria muitooo beijar ele mas tava resfriada e também tava me contendo por causa do estigma da mulher brasileira. ele falou que queria me levar pra conhecer um aquário, salvou meu número e eu fui pro meu studio sem acreditar que tinha dado certo. …


carrie bradshaw do serrano ataca novamente

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você pode também ouvir essa história aqui

hoje eu vou contar algumas verdades que aprendi quando voltei pra paris: francês não é beijoqueiro, e inclusive muitos franceses não sabem beijar de língua. dão aquele beijo de cinema em que nada se aprofunda, sabe? e a outra verdade é que a cultura francesa é muito diferente da nossa. eles são bem reservados com quem beijam, não são muito de demonstrações públicas de afeto e não ficam beijando à toa por aí, por mais que eles amem cumprimentar com dois beijinhos. uma coisa muito recorrente nos meus dias em paris foi ter vários dates com alguém e não beijar — ou pior ainda, ter ficado com um cara numa festa, marcar um date depois, encontrar com ele e a gente não se beijar. sendo que a gente já tinha se beijado. …


escrevi alguns casinhos que vivi em paris pra entreter a sua quarentena

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analógica que fiz durante um date bem bonitinho num dia chuvoso no pompidou

paris. essa cidade que é um pouco brega gostar, mas com a qual tenho uma longa história de amor. paris me atravessou em dois momentos diferentes de vida e ambos foram marcados por uma semelhança muito grande: os encontros inimagináveis que tive naquela cidade. parece que paris tem mesmo essa energia absurda do romance e as histórias que vivi lá são sempre as que eu mais gosto de contar por puro entretenimento. por isso — e porque sempre quis deixar essas histórias registradas em algum lugar antes que eu esqueça tudo — resolvi contar algumas aqui. nas próximas quatro semanas vou postar algumas das histórias mais memoráveis que vivi em paris, começando pela primeira vez que fui pra cidade. …


se relacionar sem expectativas românticas é uma experiência gostosa demais

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sim, eu to 100% escolhendo fotos aleatórias da minha galeria pra postar aqui

acho que uma das coisas mais legais que aprendi nos últimos anos foi a me relacionar sem criar expectativa romântica. foi algo que me pegou de surpresa, mesmo, porque enquanto adolescente extremamente apaixonada, não achava que seria possível me envolver com alguém por quem eu não estivesse muito afim. …

About

Dalila Coelho

jornalista independente tentando registrar umas histórias

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