Um quadro na parede. Alguns enfeites na estante. Presentes do dia das mães que ela comprava para ela mesma. Isso ocorreu umas duas ou três vezes, conforme minha memória. Ela amava e ama tanto o ofício de ser mãe ao ponto de comprar as próprias lembrancinhas.

Quando eu comecei a estudar, confeccionava algum presentinho na escola e, com entusiasmo, pedalava até em casa. Depois de um abraço afetuoso, ela guardava meu singelo presente numa das gavetas do armário.

Já maiorzinho, eu resolvi comprar algum mimo para ela. E, usando da minha esperteza de criança, pedi pra anotar o valor na conta dela, na conta de mãe.

Com um abraço que me afagava completamente, sempre ouvia e ainda escuto a mesma frase: “Eu só quero que você estude, meu filho. É o melhor presente que posso receber.”

Mainha, recordando esses momentos, recordo nossas lutas, nossas vitórias, inclusive uma Vitória de carne e osso, nossa união.

Agora, relembro também os dizeres simples daquele quadro que a Senhora comprou no dia das mães e por anos esteve na nossa sala: “Mãe, nem palavras e nem poesias traduzem o meu amor por ti.”

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