Cá.

Num bairro pequeno e modesto de Caxias, estou em casa, no quinto andar de meu prédio, dentro do meu quarto eu ouço a chuva cair.

Enquanto o tempo passa, penso no dia. Tudo que aconteceu e vai acontecer.

Minha mãe esta na sala assistindo TV. Me sinto isolado, mas isso é indiferente pra mim.

Sentado na poltrona, ouço a musica do vizinho, mas por pouco tempo, logo, o silencio novamente. No fundo o barulho da TV, la fora o som da chuva.

Uma noite pacata e sem perspectiva. Meus cigarros acabaram, a ponta já foi queimada. O que resta é a reflexão.

O ócio é combustível da arte, por isso escrevo, leio, releio e penso.

A vontade de rabiscar voltou. Mais que um rabisco, um contexto, muito contestado, julgado e mal compreendido.

Volto pro presente, de pernas cruzadas observo a existencia.

Cá, existo.

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