zé das magoas
Nao deixei todos os meus cigarros na sua casa, pois fazia dias que nao ia la. Dos nossos sexos, o ultimo, mais banal. Prazeroso, e como poderia nao ser? Dois corpos jovens e belos se entrelaçam, o meu coração, não mais bobo, foge da geleira dessa relação . E quando me dei conta do erro ja era tarde, la estava eu de novo, um poco embreagado, na sua cama. O que caralhos estava fazendo ali? Queria ser maduro o suficiente pra admitir, nao sou maduro pra te ter só assim, como uma mera amiga, um mero corpo, uma mera transa. Mas ja que estamos aqui, vamos lá: beijo sua boca, seu corpo. tiro sua roupa, aos poucos. Minha mão passa pelos seus seios, sua barriga, sua coxa e sua vagina. Finalmente o sexo( mais banal) e a intensidade no curto olhar. Sempre quis estar lá, talvez ali ja forá o meu melhor lugar. Mas hoje, aos poucos percebo como me entreguei, te assustei, me cansei. Me vem na mente aquela velha canção dos Raimundos: “ que raiva do avião que te levou daqui…” Mas não é só isso, se fosse seria tranquilo. É subjetivo, cada um dos seus atos omissos. Me doi. Que a cada segundo de dor vire uma gota de fel em seu copo e que você beba até se embreagar. POR TODA ETERNIDA. mas sem rancor, só poesia. Crua. Poesia