Lou DamintsSep 21

O rosto que mostro
é o mesmo
que escondo
Em cada gota de sangue,
cada gota do meu sangue pinga,
meia-noite, a pia
O olho que vejo
é o mesmo
que cego
A cada sono partido,
o cantar dos pneus,
noturno, soturno, ronda
A boca que cala
é a mesma
que morde
Os futuros imprevistos,
caminhos partidos,
partidas súbitas
A mão que bate
é a mesma
que acaricia.