O elo de duas almas.
Poucos dias antes de retornar à Piracicaba, recebi uma mensagem da Renata e nela um pedido especial, retratar uma tarde especial com sua bebêzinha. A primeira vista você pode achar que é apenas mais um ensaio, mas esse aqui é um pouquinho diferente.

Logo pela manhã não sabíamos ao certo se o tempo iria colaborar, pois não poderíamos arriscar com a Maria Cecília, sua bebêzinha de apenas 5 meses de vida. Mas a tarde tudo mudou, a chuva viria a aparecer apenas pela noite.
Antes de sair de casa recebi outra mensagem: “Dane, posso levar o pai da Maria?”. Na hora, meu coração gelou, respirei fundo e disse que não seria problema.
Chegando na praia, enquanto caminhava até eles, vi uma família, um casal jovem e felizes por estarem brincando com sua bebêzinha. Fiquei apreensiva, fazia muito tempo que não retratava algo assim.

Logo de primeira pedi para que Wellington — o pai da Maria Cecília — ficasse com sua filha, um momento de carinho entre pai e filha. Conforme o ensaio desenrolava, para minha surpresa, descobri que os dois não eram um casal.



Estamos acostumados com casais separados e que apenas compartilham do ódio, que não conseguem permanecer por alguns minutos perto um do outro. Aquela briga constante pela guarda da criança ou de quem pode mais. Não estou aqui para julgar quem vive algo parecido, mas convido a vocês refletirem comigo.
Por que tudo isso era possível para Renata e Wellington? Como?
Bem, através de Maria Cecília, Renata e Wellington estão entrelaçados para o resto de suas vidas. A partir de agora os dois são responsáveis por educar e proteger um ser inocente que não sabe de qualquer possível desavença entre eles.
Ambos estão cientes que precisam ser o melhor para sua filha, para que ela cresça e entenda que é amada por todos que estão ao seu redor. O amor de Maria Cecília é tão grande que conseguiu manter essa união de seus pais, mesmo não estando mais juntos.

Renata sai para trabalhar e na maioria das vezes Wellington fica responsável por sua filha. Imagine o quanto Maria Cecília tem a ganhar com essa decisão. Eu diria que muito.
Afinal, Maria Cecília veio ao mundo através de duas pessoas e nada mais justo que sua educação seja acompanhada de perto por eles, por isso, meus amigos, sejamos mais relevantes em certos assuntos. A vida de uma criança não é algo para ser levado como birra, pois birra é uma coisa única e exclusivamente deles.

Um beijo e até a próxima.
