As pessoas, no geral, tendem a agir de maneira julgadora independente de seu gênero.
Oanna Selten
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Oi, Sara

Bem, eu não acho que exista nenhum preconceito, ofensa ou coisa parecida em chamar qualquer pessoa de “estranha”, mesmo que generalizando. Quem dera as pessoas apenas me considerassem estranha, e não coisas realmente ofensivas. Como “aberração”, por exemplo.

Não entendo porque me chamar a atenção para não rotular e não atacar as pessoas que me atacam, já que em momento algum fiz isso. Acho que se uma pessoa se ofender por ser chamado de “estranha” seria até engraçado.

Se você acredita que a transformação vem ao “pregar a ideia de autoconhecimento e compreensão da subjetividade singular das pessoas”, acho que isso é o que fiz nesse texto. Você vê as coisas com meus olhos — e aos meus olhos, é estranho notar esse comportamento de pessoas cis. E isso é, inclusive, amenizar. Pois o preconceito não é estranho — é abominável, desprezível, repulsivo. Meu texto é bem suave. Leia de novo, comparando meu “preconceito” com o preconceito que nós, trans, sofremos. Sem achar que “estranho” é uma ofensa.

“Estranho” é eufemismo.

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