Meus amores,

Eu deveria ser o tipo de ser humano que traria todo tipo de resposta a vocês. Fui criada em uma geração onde ser mãe — e pai — implicava no poder máximo, no ápice da sabedoria. Não havia nada que meus pais não soubessem e, quando isso chegava perto de acontecer, sempre existiu o recurso do “porque eu tô dizendo que é assim”.

Eu queria pedir desculpas, bem assim, logo de cara, porque a verdade é que eu sei quase nada dessas coisas da vida e a tendência é que a gente descubra tudo meio junto mesmo.

Se vocês quiserem e acharem que faz algum sentido dividir a vida de vocês comigo, saibam que #tamujunto, com todo o peso da hashtag e das gírias que vocês carregam na ponta da língua (e dos dedos). Porque desde que vocês resolveram aparecer por aqui me dá uma alegria danada viver cada dia e já é fácil pra mim querer compartilhar tudo.

Mas vai saber, né? Relacionamento é um troço que envolve mais de uma pessoa e vai que essa via é só de mão única? Vamos ter que batalhar por essa troca aí, espero que esteja claro que a responsa não é só minha. Nossa relação vai existir nas bases que estabelecermos juntos, cada um com sua contribuição, e nada de chorar as pitangas lacanianas no consultório do analista em alguns anos se não formos bem sucedidos, hein? Fazem parte da vida, essas cagadas.

Então é isso, acabo de reduzir o sagrado conceito de ser mãe em um convite:

“Partiu mundão?”

Eu conto tudo o que sei se vocês prometerem me deixar por dentro de tudo o que descobrirem. Acho perfeitamente justo.

Sem angústia, temos um ponto de partida (alguma coisa eu tenho!), a base da vida de mommy: tá SEMPRE tudo bem, fiquem tranquilos. O lance é que tem hora que fica esquisito e é aí que a coisa fica realmente interessante.

Respira fundo e coragem, molecada.

Beijos, enebriados com a (sempre) grande inspiração que é Geraldo Azevedo.

Mãe

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