Desabafo de uma libriana indecisa.
Libriana e indecisa? Loucura, eu sei.
Passaram-se 5 anos desde que nos vimos pela última vez. Até hoje, não entendo o motivo de você me procurar assim, do nada. E, sim, tenho fechado os olhos. Pra mim mesma, ouso dizer. Mas, sim, senti falta. Dos papos de todos os dias, das gargalhadas dadas e do quanto a gente se conhece, mesmo sem imaginar que seria tanto assim.
Pelo visto, sou viciada em sambar na cara do perigo. Aquela mensagem que você me enviou numa tarde enfadonha de quarta-feira me fez ter uma noção do perigo que eu corria. Ainda assim, não hesitei e respondi. Passei algumas horas confabulando comigo mesma se você merecia que eu respondesse. É, eu sei… Eu respondi.
Se eu resolvi correr atrás? Não. Se eu sabia que corria o risco de me envolver novamente? Com certeza. Ainda assim, mesmo sabendo o quão nocivo eu posso ser pra você e você ser pra mim, eu me deixei levar? Sim de novo.

Já faz um mês que nos reaproximamos, e, até um mês atrás, eu acho que não conseguiria nem te dizer “oi” pessoalmente, ao passar na rua. Agora, a distância não é mais um problema. Agora, a proximidade é a solução de todos eles. Agora, também, quem não se entende sou eu.
Dá pra entender? Duvido. No entanto, estou disposta a te (re)conhecer. E, olha, tem sido bem interessante poder falar de tudo contigo, de como fomos, de como poderemos ser e do que quiser, no linguajar que eu quiser, sem me sentir estranha emocionalmente, sem achar que você está querendo levar minha sanidade embora e, melhor ainda, ver que você evoluiu.
E, confesso, essa sua evolução me encanta!
Espero do fundo do meu coração que essa minha indecisão seja apenas minha forma de me preparar pro novo, pro que eu espero que seja o melhor de nós, a nossa melhor fase. Que, independente do tipo de relacionamento que um dia, se possível, tivermos (teremos?), que sejamos maduros, felizes, honestos e verdadeiros. Que olhemos pra trás e possamos ver que mudamos pra melhor, e que só um sorriso mudaria o nosso mundo.
Se eu sei o que pode acontecer? Claro que não.
Por hora, só quero terminar esse dia em paz.
