Greta

Ela sempre queria mais, mais e mais…


Eu dizia a ela que a gente tinha que viver pra sempre, pra nunca precisar parar de transar na vida. Era amor, claro que era, mas entre eu e a Greta a coisa era muito mais física. Não que ela fosse essas mulheres fatais que param o trânsito, na verdade estava bem longe disso, mas entre nós a química era quase absurda. Eu sentia tesão por ela 24h por dia.

Era magra, branca, fina, de pouco peito, com uma boca sexy, quase sempre pintada de vermelho, e pernas sempre metidas em meias-calça. Ela dizia que disfarçava a magreza, “pareço mais gostosa assim”, ela dizia, e logo depois, no meio do meu elogio para tentar argumentar que ela me parecia perfeita, já estávamos sem roupa. Ela sempre estava afim de transar, assim como eu.

A Greta tinha uns cabelos pretos lisos, os fios grossos como os dos japoneses, mesmo sendo européia, sempre arrumados numa franja lateral, e ela me pedia para puxá-los. Eu puxava. Puxava tanto que em muitas vezes ficava na dúvida sobre se estava passando dos limites, mas ela nunca me pedia para largar ou aliviar. Era a mulher pequena mais selvagem que eu conheci em toda a vida. Não tinha limites, medos ou pudores.

“Bate na minha cara”, ela dizia. “Bate na minha bunda”, ela dizia. “Morde o meu peito”, ela dizia. “Me arranha as costas”, ela dizia. “Puxa meu cabelo”, ela dizia. “Me fode com força”, ela dizia. Tudo eu fazia, obedecia doutrinado e não deixava pedido nenhum sem resposta. Ela não se cansava. Greta era insaciável. Sempre tinha um pedido novo, sempre tinha uma barreira a ser quebrada, sempre havia um novo passo para dar.

Seus vestidos eram minhas maiores fantasias. Sempre curtos, mínimos, quase mostrando mais do que o permitido, caminhando com as pernas revestidas pela meia preta em saltos altíssimos, sendo desejada por todos os caras, acumulando tesão e guardando toda a libido só para mim. Eram horas e horas de sexo motivado pelos olhares famintos de estranhos pela rua, no trabalho, nas festas, em todo lugar. Chamava mais atenção com seu corpo compacto e discreto do que todas as moças curvilíneas.

Um dia ela ficou com tanto tesão desses olhares estranhos que não se segurou e não guardou o desejo para mim. E transou com outro cara. E com o amigo dele. E com o irmão do amigo. E com o garçom. E com o colega de trabalho do garçom. E quando eu cheguei já não tinha mais espaço para mim. Ela sempre dizia que sexo nunca era demais. Nesse dia descobri que o conceito também valia para número de participantes da transa.

Eu e a Greta nunca mais trepamos… ela parou de me pedir coisas.