6 dicas para você criar melhores textos

Imagem: Pixabay / jackmac34

Quando a inspiração vem de modo inesperado:
Uma ideia não tem lugar e nem hora para surgir. Eu respeito muito minhas ideias. Eu paro o que estou fazendo e dou total atenção a elas. Quando uma ideia para post surge, eu disparo a ideia em algum lugar e começo a redigir independente de ter sentido ou de o texto estar escrito corretamente. O objetivo é capturar os pensamentos sem ter grandes perdas ou esquecimento. Sabe aquela ideia fulminante? Que com a mesma intensidade que aparece, vai embora? Então. Não censure estas ideias. Não escreva pensando o que o leitor vai achar do seu texto, se preocupe apenas em registrar a ideia e depois você se preocupa com os erros de gramática, com a coerência do texto e com o que os outros irão pensar — se é que isso importa. Nesses momentos de inspiração é importante eliminar todos os filtros que te barram durante a escrita. APENAS REGISTRE O SEU PENSAMENTO. Esqueça o resto.

Elabore tópicos e redija sobre eles:
Mas nem sempre a ideia fulminante surge. Às vezes é um pensamento bastante racional escrever sobre determinado assunto. Mas como eu devo organizar o texto? De que forma eu acho que a leitura vai fluir mais? O que é importante o texto conter? Nesse caso eu crio tópicos e vou redigindo sobre eles. Às vezes eu removo os tópicos do texto, às vezes eu os mantenho. Um exemplo é o texto sobre café que escrevi aqui. Este texto foi feito com tópicos e depois eu fui pontuando sobre cada tópico.

Começar pelo fim do texto:
Qual é a mensagem que eu quero que o leitor leve quando terminar a leitura? Eu tenho uma grande preocupação com essa pergunta. Alguém me leu, eu não quero que o final do meu texto seja mais vazio que o início. E sim, eu vejo muitos textos assim.

Sendo assim, eu escrevo primeiro o final do texto e depois escrevo o começo e conecto o começo ao fim. Porque geralmente o autor do texto já tem todas as partes (começo, meio e fim) em mente, a dificuldade consiste em uni-las. Essa prática tem dado muito certo. Eu gosto de começar meus textos com perguntas e terminá-los com respostas ou alguns esclarecimentos acerca do assunto, nesse molde de escrita eu consigo boas informações para o final.

Criar o título e elaborar o conteúdo baseado no titulo:
Esta forma é um complemento das formas anteriores, na verdade. O título, para mim, diz muito da linguagem que irei utilizar ao longo do texto. Se o título cria alguma expectativa, eu preciso atendê-la; se o título já induz a alguma resposta, eu preciso levantar as perguntas necessárias durante o texto.

Então o título, para mim, é um determinador na forma que irei escrever o texto.

Para escrever bem, é preciso organizar:
Antigamente eu tinha um defeito: eu deixava no meu blog tanto os rascunhos quanto os textos para publicação. Combinando estes aos textos já publicados, aquilo se tornava uma bagunça visualmente. Eu tinha rascunhos que eu comecei e nunca terminei. Eu tinha rascunhos que eu me empenhava diariamente em terminar e não conseguia. Aquela bagunça visual e aquele sentimento de pendência, de divida com os meus textos e de culpa, por eu me achar irresponsável com o meu blog, me fazia mal. O sentimento ruim tomava tanta conta de mim que ele se tornava um responsável parcial pelo meu bloqueio criativo.

No Medium eu comecei a separar os rascunhos no Evernote, enquanto que os textos prontos ficam agendados para publicação no Medium.

Quando o rascunho está pronto para ser agendado, ele é transferido ao Medium e eu excluo o rascunho do Evernote. Excluir um rascunho é o meu ritual, minha forma de me recompensar, de sinalizar que a tarefa foi cumprida e que o status passou de DOING para DONE.

Agendar também é um hábito que melhorou muito a qualidade dos meus textos.

Ter um propósito:
Eu vivo com a seguinte pergunta: pra quê?

Tudo o que eu faço precisa ter um propósito, um sentido, um significado — dê o nome que quiser.

Então eu vou escrever todos os dias, pra quê? Tem que haver um propósito, compreende? Se não houver, eu não vou conseguir escrever diariamente. Eu sou movida por coisas que fazem sentido.

No meu antigo blog eu me empenhava em escrever todos os dias ou pelo menos algumas vezes na semana. Eu conseguia? Não. Porque não havia um sentido nessa atividade. Eu queria porque sim, porque eu via outras pessoas escrevendo todos os dias e queria fazer igual. Isso não é um sentido.

Então no propósito nós temos dois aspectos: pra que você escreve? — de modo mais geral;

e, pra que você quer escrever sobre determinado assunto?

Qual é o seu propósito?

Descobriu o seu propósito? Pois aproveite e comece a redigir algo agora mesmo! :)


Com estas regras eu tenho conseguido publicar regularmente e sem estresse. Eu passo dias sem escrever e às vezes tiro um dia em que escrevo dois, três e até quatro posts. Agendo todos eles e volto para a minha rotina. Eu não vejo um motivo em escrever várias vezes na semana ou pior, várias vezes ao dia. Pra quê? Talvez alguém pense e responda: mas se você escrever MAIS, você terá MAIS acessos.
E eu rebato: PRA QUE ter mais acessos?
E todas as respostas possíveis para esta última pergunta não me satisfazem.

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