Ninguém te ensina a ser pobre

Você aprende a fazer o seu primeiro milhão antes dos 30, mas não aprende a viver com pouco e nem a se desfazer do que tem.

Imagem: Pixabey / KeYang

Inspirado no vídeo Nobody teaches you about hate de Osho.

Você quer ser rico? Quer fazer o seu primeiro milhão antes dos 30? Quer ser uma pessoa de sucesso? — sem de fato saber o que sucesso significa. Então a resposta para todas essas perguntas você consegue encontrar: estão nas revistas, sites, blogs, documentários, palestras, etc.

Se você falir e precisar se manter com pouco até conseguir se restabelecer e ser um milionário novamente, você consegue algumas informações a respeito. Provavelmente terá mais dificuldade em encontrar dicas de como viver com pouco, mas sobre como angariar fundos e voltar a ser rico, encontrará com mais facilidade.

Mas, e se você não quiser ser rico? E se for sua escolha viver com pouco? E por pouco eu não me refiro a viver fazendo malabarismos financeiros para não deixar faltar nada em sua casa. Eu falo conscientemente viver com pouco e viver com o suficiente. Talvez você encontre dicas em alguns sites de estilo de vida mais alternativos, o que seguramente vai te assustar bastante, pois é inevitável a pergunta: “eu preciso ser um hippie para gostar e saber viver com pouco?”. Resposta: não. Entretanto, provavelmente você não encontrará nada muito informativo nas grandes mídias e dificilmente encontrará textos de abordagem neutra.

Ser pobre, aqui no texto, significa viver com o necessário e não em necessidade.

Então, como ser pobre? Osho diz que todos nos ensinam sobre o amor. Você ama alguém de verdade? Então você provavelmente sabe demonstrar o sentimento e compreendê-lo. Você não gosta de alguém, mas por algum motivo precisa fingir que gosta? Provavelmente você sabe fingir que ama.

Mas e se você odeia? O que fazer com o ódio? Como devemos sentir o ódio? Devemos permitir o ódio? Quanto de ódio devemos externar? Devemos? E quanto de ódio devemos suprimir?

Não sabemos, pois ninguém nos ensina.

Osho diz que:

Quando um homem te odeia, você pode confiar que ele te odeia; mas quando um homem te ama, você não pode confiar que ele te ama.

O ódio é um sentimento genuíno e bruto. O amor foi lapidado ao longo dos anos. Nos ensinaram a pegar o amor e fazer o que bem entendermos com ele. Sabemos fingir amor, sabemos controlar a intensidade de amor que iremos demonstrar. Sabemos até não mostrar amor algum, ainda que amemos intensamente.

Com o ódio não é assim.

Assim como também não é com a pobreza. Ser pobre, segundo o dicionário, dentre tantas definições existentes, também significa pequeno número, pouca abundância.

Não sabemos viver com pouca abundância. Mal sabemos o que é essencial à vida.

Quando pensamos em uma vida simples, contendo apenas o fundamental, pensamos em quê? Pensamos em manter o que já conseguimos ou em nos desfazer daquilo que não precisamos? Aliás, boa parte da nossa vida nós mal pensamos em nos desfazer das coisas que acumulamos. Nós pensamos em acumular, ainda que não precisemos daquilo que é acumulado.

Sendo assim, eu encerro o texto com a questão: como viver com o necessário? O que eu ganho vivendo com o necessário?

Aproveite para ler mais um texto meu acerca do assunto:

https://medium.com/@daniela.amadeu/porque-voc%C3%AA-n%C3%A3o-deveria-economizar-dinheiro-816e7a9df5ad


Você já se fez essa pergunta? Já parou para refletir a respeito? Que tal fazer isso agora?