Ritmo

Sempre que se aproxima o final de uma etapa, ciclo ou ano, podemos observar uma mudança de ritmo em nossas vidas. Para mergulhar no futuro, é preciso dar adeus ao presente e despedidas têm o hábito de deixar os compassos fora de ritmo. Os fins possuem essa marca, onde a exaustão se mistura com o balanço de conquistas e frustrações, aliado a busca de elaborar e dar um sentido as diferentes experiências, preparando-se para idealizar, planejar e realizar novos sonhos.

Somos como música, guardamos dentro de nós uma imensidão de combinações rítmicas, acordes, notas, sons e também silêncios. As sequências da vida, assim como na música, nem sempre possuem uma lógica e podem até mesmo parecer incompreensíveis. Somos um conjunto harmônico, com nossos agudos, graves, pausas e recomeços. Despertamos emoções em alguns, impressionamos outros e desagradamos aqueles que não se conectam com a nossa batida.

O ritmo está presente na vida biológica, psicológica e criativa. O bebê antes mesmo de nascer descobre o ritmo do coração da mãe, ainda pequeno experimenta com sua dupla as melodias que o fazem ninar. São as melodias que se conectam com as emoções, que despertam algo sem nome, que arrepiam, que nos levam ao passado e nos permitem sonhar com o futuro.

Que no ano que está por vir, possamos trocar mais, escutar o que está além das palavras, conectar-se com outras melodias, perceber o ritmo de quem está próximo, buscando afinar o nosso pedaço de mundo. Nada é definitivo, portanto, se a complexidade musical que te cerca não agrada, comece trocando o seu ritmo, escolha outra música. Dentro de nós, temos a possibilidade de criar uma incrível coletânea musical, incluindo aquelas que despertam saudade, alegria, reflexão, amor, gratidão, desejo de dançar novos passos. Sinta a música, crie novas letras, dê novos sentidos ao extenso acervo musical do passado.

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