Limite de Lucros, é possível?

Há algum tempo venho filosofando sobre esse assunto, seria viável extinguir os lucros absurdos e inúteis das empresas?

Hoje vivemos em um modelo econômico guiado pelo lucro, futilidade, consumismo. Isso é algo do nosso cotidiano, algo que permeia o nosso dia a dia. Dentro desse modelo nenhum negócio é viável, caso ele não dê lucro. Lucro é tudo que sobra quando descontamos os custos que tivemos para realizar a venda do montante que recebemos do cliente.

Assim temos que o lucro é igual às vendas menos os custos, portanto eu posso adicionar os custos para aumentar o meu negócio como um tipo de custo. Isso diminuirá o meu lucro mas aumentará o meu negócio, ou seja, o meu patrimônio.

O Salário de todos os funcionários, também faz parte dos custos, assim como o salário dos sócios, chamado de pró-labore. No final temos como lucro líquido, tudo aquilo que sobrou dos produtos ou serviços vendidos menos os gastos. Esse lucro será divido entre os sócios, utilizado para investimentos no próximo ano e aplicado em investimentos de moeda da empresa.

Hoje o meu negócio pode crescer indefinidamente, e receber assim lucros incalculáveis. Enquanto pequenas empresas precisam apertar o cinto de todas as maneiras possíveis para que não sufoquem com a quantidade de impostos que temos. Grandes empresas acumulam lucros líquidos na casa de bilhões.

Imagine um cenário onde esse lucro tivesse um teto, e que todo valor que ultrapassasse isso e não fosse aplicado diretamente ao negócio, seria retornado à comunidade. Esse valor não retornaria somente em impostos, mas em ativos diretos como casa populares, melhorias em praças, bibliotecas, aumento de qualidade de vida direta.

Com essa limitação, uma empresa que possui um grande lucro poderia pensar em aumentar o valor do salário de seus funcionário, diminuir o valor de seus produtos, melhorar a vida social ao retor da sede da empresa. Ela poderia pensar nisso, porque seu lucro teria um limite, teria um fim.

Não vemos nenhuma empresa com metas de diminuição do lucro em 8,5%. Devemos interromper essa busca interminável por mais ativos, mais dinheiro e mais e mais sempre.

Esse modelo, hoje, seria impossível, mas é de ideias que precisamos hoje. Sabemos que esse consumismo desenfreado está fadado ao fracasso, onde são necessários cada vez mais pobres para que ricos continuem ganhando cada vez mais.