Eu vejo um mundo novo pra onde quer que eu olhe.

Quando digo um mundo novo, refiro-me a algo completamente distinto do que eu via há pouco tempo atrás. E muito melhor.

Tenho certeza que mudei o meu olhar e passei a ver o que não via antes.

Mas estou certa também que muitas e muitas coisas estão acontecendo: o mundo está mudando muito mais rapidamente do que a minha própria capacidade de olhar e compreendê-lo.

Mas estou bastante atenta.

E observar tem sido um prazer tão grande quanto o de uma criança que a cada dia descobre uma nova forma de brincar com a própria imaginação.

Todos os dias vejo alguma notícia de pessoas e cidades revendo suas atitudes e legislações, passando a considerar o bem-estar dos animais como um direito deles e um dever nosso de zelar por isso.

Todos os dias vejo pessoas tornando-se vegetarianas ou veganas.

Todos os dias vejo pessoas passando a buscar mais informações sobre o que consomem, o que se alimentam, tentando fazer escolhas mais conscientes.

Todos os dias vejo notícias de jovens inspiradores criando projetos absolutamente inovadores usando a tecnologia — coisas inimagináveis há pouco tempo e que podem impulsionar muito rapidamente a mudança de cultura de uma sociedade individualista para uma sociedade colaborativa.

Todos os dias conheço, leio ou escuto falar de pessoas que percebem claramente estarem vivendo um processo de transição entre dois mundos distintos. E se colocando a serviço de algo totalmente novo, usando seus talentos para a realização de propósitos verdadeiramente coletivos.

Todos os dias vejo mitos sendo desmascarados, segredos sendo desvendados, verdade sendo revelada. Vejo toda a informação disponível para fazermos nossas escolhas.

Todos os dias vejo soluções disruptivas colocando em xeque as velhas e lucrativas fórmulas de não resolver problemas.

Todos os dias vejo pessoas se mobilizando nas suas cidades para tomar pra si a responsabilidade sobre os processos decisórios.

Todos os dias vejo pessoas acreditando em seus sonhos mais remotos, desbravando o medo e empreendendo — em novos formatos, experimentando a riqueza da inteligência coletiva e dos padrões não hierárquicos de organização.

Todos os dias vejo gente buscando o autoconhecimento e a reconexão com a natureza. Gente se percebendo natureza. Se responsabilizando.

Todos os dias vejo gente recordando que estamos todos conectados e somos uma coisa só. Nós, os animais, o planeta. Nós de uma rede pulsante.

Todos os dias vejo mulheres se empoderando e dizendo não aos abusos até então vistos como normais.

Todos os dias vejo exemplos de empresas cujas lideranças despertaram para a interdependência, agindo agora para expandir a consciência empresarial.

Ah, eu poderia continuar até o amanhecer…

Fico deslumbrada com tantas coisas maravilhosas despontando nesse flash do que o nosso novo mundo pode vir a ser.

Uau. Que tempo incrível para estar aqui.

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