Para que nenhuma mulher precise sofrer sozinha

Acesse a mobilização em bit.ly/mapadoacolhimento

Eu tinha 14 anos e não soube lidar. Me culpei, me perguntei se não deveria ter escolhido outra roupa, e, claro, não contei pra ninguém — nem pra minha mãe. Naquela época, não se falava nisso. Era um caso ou outro, que normalmente precisava ser bem mais violento do que o meu, para que viesse a público.

Naquele momento, apesar de me fazer tão mal, na minha cabeça não havia a clareza de que era um abuso sexual. Mas o meu corpo sabia que era. Não houve a violência que — talvez — viesse a me fazer denunciar, mas doeu.

Só que não havia escuta na sociedade para essa dor. E não havia uma rede de acolhimento que eu pudesse acessar.

Agora, os tempos são outros. E eu tenho a sorte de estar ao lado de pessoas que trabalham para apoiar as mulheres que sofrem qualquer tipo de abuso sexual. Tenho a sorte de transformar uma dor silenciosa em grito, em ação.

Estamos lançando hoje uma linda mobilização de #MulheresMobilizadas. Queremos apoiar as mulheres que sofrem abuso sexual, conectando-as com terapeutas e outras pessoas que podem ajuda-las. Para que nenhuma mulher precise sofrer sozinha.

Like what you read? Give Daniela Reis a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.