Uma manhã de trégua

Após uma noite chuvosa, uma manhã de trégua. 12:42h. Via-se a superfície do rio, que ladeava a via do trem, irritada pelo chuvisco de agora. Também assim sucedia à superfície de cada poça que o asfalto esburacado herdara na noite anterior. As folhas das árvores, algumas tênues convulsionavam; outras, mais parrudas, permaneciam inabaladas. Já o concreto, antes seco, agora era lacrimoso em seu aspecto. Por fim, as gentes: havia as de guarda-chuvas, logo empunhados e armados, e as sem guarda-chuvas que corriam apalermadas.