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Um ponto fundamental em qualquer gestora de Venture Capital é o acesso a um dealflow qualificado.

Em um negócio onde a menor parte dos investimentos realizados gera o maior volume de retorno, obviamente o acesso a estes melhores investimentos é fator crucial para o sucesso.

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VC Power Law: A análise da Horsley Bridge.

Uma pergunta que sempre nos fazem é: De onde vêm os empreendedores no dealflow da Astella?

Uma análise de 1000 startups

Antes de irmos aos números, é preciso compreender como funciona nossa dinâmica de dealflow.

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Cadastro: Na Astella, todas as empresas que chegam são cadastradas em um CRM. Do total de cadastros, existe um percentual entre 10% a 15% de negócios que não estão em nossa tese (fazendas, negócios em setores tradicionais da economia, oportunidades fora de nosso foco geográfico, etc). O CRM da Astella foi sendo bastante customizado para a realidade do Venture Capital, e a esta altura acumula um volume dados bastante alto que nos ajuda a dimensionar, direcionar e otimizar nossos esforços. …


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Photo by Mónica Grützmann on Unsplash

Normalmente com a chegada de um fundo na rodada Seed, o Conselho de uma startup é organizado.

Mesmo que o investidor esteja entrando via SAFE, esse pode ser um bom momento para a construção de um board.

Um conselho bom e eficaz é um grande trunfo para uma empresa, pois além de rever a performance do negócio ajuda a construir a governança e os principais KPIs do negócio, dá a oportunidade de pensar estrategicamente no que se busca alcançar entre cada encontro e acima de tudo é um momento onde dá para para olhar as coisas com uma visão mais ampla que muitas vezes fica difícil em um dia a dia corrido. …


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The Police — Live @Le Vélodrome 2008

Na adolescência meu sonho era seguir a carreira de músico. Aos dezenove, cheguei a conclusão que aquele modo de viver não era para mim e acabei seguindo outro caminho.

Meu sócio Edson também tinha o mesmo sonho, foi mais hábil que eu, e se mandou para um MBA na Universidade de Columbia. O resto é história.

Talvez por isso seja normal que na Astella a gente sempre utilize referências do mundo da música. Um negócio que tem inúmeros paralelos na relação do Venture Capital com as startups: A grande quantidade de novos artistas que surgem todos os dias, a baixa taxa de graduação daqueles que avançam para conquistar uma audiência gigantesca, uma distribuição 80/20 na quantidade de artistas vs. receita gerada, o círculo virtuoso em torno dos principais produtores de cada geração e assim vai. …


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O mês de janeiro desse ano às vezes parece uma memória distante, e os primeiros seis meses de 2020 trazem a sensação de uma década vivida.

Apesar da incerteza, das perdas econômicas e acima de tudo do triste saldo daqueles que se foram, também revisitamos as maneiras como convivemos, trabalhamos e aprendemos.

A tecnologia que se fazia presente na vida das pessoas de maneira frenética, ganhou um novo significado, quase de sobrevivência básica.

As grandes corporações que caminhavam em passos lentos nos bipolares processos de transformação digital, onde a necessidade de avançar convive com o instinto de autopreservação, ficaram sem opção senão apressar o passo da adoção de soluções das empresas da nova economia, quer seja como clientes ou em aquisições estratégicas. …


Spoiler alert! no final desse texto você precisa lembrar de 2 palavras: Frequência e Qualificação.

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Abordei no primeiro artigo dessa série que o crescente interesse das tech startups brasileiras pela mídia linear (ou mídia de massa), tem origem na busca pela construção de uma estratégia de aquisição com água limpa (trademark Laura Constantini).

É natural num primeiro momento empresas B2C explorarem a busca pela massa, mas os temas que seguem abaixo se aplicam a qualquer segmento. São conceitos universais de comunicação.

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A bíblia da mídia offline.

Não vou usar o espaço aqui para explicar o que são GRPs, TRPs e outros termos técnicos de mídia. Para isso recomendo a leitura da bíblia: Planejamento de Mídia de Jack Z. Sissors.

Também vale a pena um pulo até o site do Grupo de Mídia de São Paulo (disclaimer: fui presidente por lá de 2014 a 2017). A maior ONG de mídia do Brasil, com uma série de informações e relatórios bastante apurados e bem embasados sobre este mercado no país. Vale em especial um mergulho na seção Media Academy. …


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Harry Crane, o cara da mídia de Don Draper.

Com o crescimento das empresas tech Brasileiras, que alcançam níveis de receita e de financiamento bastante significativos, um dos pontos que mais vem à tona é o esgotamento do modelo de crescimento baseado na aquisição de tráfego via compra de mídia de performance, ou como minha sócia Laura prefere chamar, crescimento sem uma fonte de água limpa.

Mídia de performance é legal. Traz inúmeras possibilidades de segmentação, métricas, modelos de compra, integração de APIs e muito mais.

Só que mídia de performance é para uma marca a mesma coisa do que cocaína para nós seres humanos.

No começo parece legal, e você acha que não vai ficar dependente. As festas ficam mais legais, as conversas intensas, você vira o rei do mundo. …


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Clark Terry em ação (1981). Foto: Brian McMillen.

O primeiro professor de música do então jovem Quincy Jones foi o genial trompetista Clark Terry. Homem de frases fortes, foi ele quem cunhou a sequência de aprendizado do jazz: imitar, assimilar, inovar. O mundo do empreendedorismo não é muito diferente do jazz: também é preciso imitar primeiro, para depois assimilar, e aí finalmente aprender a improvisar.

Imitar

É como todos nós começamos. Nascemos sem saber coisa alguma, e portanto imitar é o primeiro passo do desenvolvimento em qualquer assunto. …


Uma longa história ao lado dos empreendedores, founders com track record comprovado e autoridade no assunto, um mercado gigantesco e um modelo de negócios com potencial de mudar todo um setor.

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Nossa trajetória com o Daniel Wjuniski tem cerca de 8 anos.

O primeiro contato do Edson foi em 2011 em uma mentoria pela Endeavor para discutir o modelo de negócios do Minha Vida. O papo evoluiu para uma série de encontros regulares ao longo dos anos, seja para trazermos elementos das nossas máquinas de crescimento para o dia-a-dia dele, seja para absorvermos o imenso conhecimento que ele tinha em growth hacking B2C.

Já eu conheci meu xará na mesma época através de negócios com mídia para os clientes da agência.

Continuamos nos cruzando ao longo dos anos, até que ele pós saída do Minha Vida, e eu pós saída da Loducca resolvemos tomar um café para falar dos planos para o futuro e aparece o Rigonatti meio que do nada. …


O caminho na construção do branding de uma gestora de Venture Capital.

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Me lembro bem quando almocei com o Edson e o Martino em um dia quente qualquer de 2015.

Eu ainda estava como sócio da Loducca, e eles no início da jornada do fundo Journey II.

A conversa era sobre a dificuldade em transmitir o que era a Astella e como isso poderia ser mais fácil se tivessem um posicionamento mais claro e bem polido.

Sugeri uma conversa com um consultor de branding, que ouviria investidores, empreendedores e eles próprios para ajudar a clarear essa questão.

Também disse que suspeitava que seria necessário um olhar de um bom designer. Que achava o logo da Astella bom, mas que um olhar de algum craque poderia dar um upgrade interessante. …


As forças que impulsionam as DNVBs.

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Num passado não tão distante, nos anos 80 e 90, as corridas de F1 eram bastante populares entre a molecada.

Atraídos por pilotos como Senna, Prost, Mansell, e o meu preferido Nelson Piquet, domingo era dia de assistir corrida na TV.

Mas sempre tive uma curiosidade especial por um cara chamado Michele Alboreto, piloto da Ferrari entre 1984 e 1988.

Me intrigava o fato de ele, mesmo tendo acesso a um dos melhores carros que a engenharia podia produzir, e apesar de alguns pódios e um vice-campeonato em 1985, nunca ter conseguido resultados muito expressivos.

Na minha análise simplista e superficial de adolescente, influenciada pelos comentários do Reginaldo Leme na televisão, eu deduzi que Alboreto era simplesmente um piloto fraco*, e que estava lá só para satisfazer a italianada que adorava ver um cara da sua terra dirigindo o carro vermelho da Ferrari. …

About

Daniel Chalfon

partner @astellainvest, synth nerd XCOPY (https://linktr.ee/xcopy)

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