Letter #3

As sense slowly evaporates, 
ways in the fog are revealed.
I remember words whispered by the king:
Life is the great descent
and we build towers to place on the altars
so that time, our god, can consume and destroy. 
Why bother, my son? Why my womb has nurtured you?
Look at these doors, and the one who calls you in, obey.
Because true life is an act of obedience,
rather than a murderous slavery. 
Fear your choices, but do not hold long,
for every door leads to a firepit,
and the sacrifice is yourself.

As i walk towards the landscape
It reveals itself a sloppy painting 
I must rip through this canvas and face the truth: 
There might be nothing behind it
Will i be numb? Or will i lick the paint? 
And with my tongue green,
And a bad taste in my mouth, scream: 
“Know your fucking ground. Know where you stand. Don’t give me that fake-humble bullshit you always gave” 
Can we know where we stand? And if we can, 
Are our feet even real?

- Maninho


Conforme o sentido evapora lentamente,
caminhos na neblina se revelam.
Me lembro das palavras sussurradas pelo rei:
A vida é a grande descida
e construimos torres para por nos altares
de sorte que o tempo, nosso deus, possa consumir e destruir.
Porque se ocupar, meu filho? Porque o meu ventre te nutriu?
Olhe para essas portas, e àquela que te chamar, obedeça.
Porque a vida verdadeira é um ato de obediência,
ao invés de uma escravidão assassina. 
Tema suas escolhas, mas não se demore,
pois toda porta leva à uma fogueira,
e o sacrifício é você.

E conforme eu ando em direção à paisagem, 
esta se revela uma pintura malfeita.
Eu preciso cortar essa tela e encarar a verdade:
Pode não haver nada atrás dela. 
Será que vou ficar letárgico? Ou será que vou lamber a tinta?
E com a minha lingua verde,
e um gosto ruim na minha boca, gritar:
“Conheça a porra do seu chão. Saiba onde você pisa. Não faça essa peça merda pseudo-humilde que você sempre faz.”
Podemos nós saber onde pisamos? E se pudermos, 
serão ainda nossos pés reais?

-Maninho

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