Extra, Extra
Nov 4 · 1 min read
Toda novidade é um perigo. Nem toda novidade é nova, ou sequer fundamental. Toda novidade é uma ameaça ao coração antigo, ao corpo antigo, ao dizer antigo e por aí vai. Mas as carências carecem dela. Talvez o nó esteja no caráter da novidade, não em seu “de repente". E eu, careço da novidade certa? Ou devo renovar o que já vivi?
Talvez a novidade seja mais antiga do que parece. E o que tanto espero já esteja aqui há muito tempo.
Basta despertar outra vez aquilo que era novo; basta se fazer de novo a novidade mais uma vez.
Afinal, ouvidos esquecem tanto quanto olhos, nariz e boca.
