UMA CIDADE IDEAL!

É algo mais ou menos assim. O que uma árvore pode esconder? Tomemos como base inicial o belíssimo textículo de Eduardo G., ‘Pássaros proibidos’.
Num momento de censura forte contra as substanciosas individualidades personais, a folha do galho do tronco da árvore serve de abrigo estratégico, um esconderijo, para o pequeno passarinho, que não pode aparecer no desenho, que será dado pela filha de cinco anos ao pai que está preso e torturado.
Agora, o mostrar significa, nesse aspecto, a suplantação suplementar dos supletivos abstratos.
O objeto mais revelador da evidência mascarada é a própria figura do censor, na medida em que este capta em si todos os elementos cognitivos de refratários celeumas esquizofrênicos.
O que se mostra, talvez, seja apenas parte daquilo que se pode ou deve mostrar.
Nalguns casos, isso se deve à censura propriamente dita há pouco. Noutros casos, por medo. Caso raro há em que esse fenômeno dicotômico se deve à arte.
A máscara é o maior ícone dessa ambivalência lúdica de universos coexistentes.
Esconde ou revela? Mostra ou não mostra? Sim ou não? Quente ou frio?