De todas as coisas que eu poderia dizer tem uma que é a mais importante: eu gosto de mim mesma. Não que isso interesse a alguém — não interessa — mas precisa ser dito e repetido. Nem sempre a gente presta atenção no quanto gosta de si mesmo. E isso é um grande erro. Não é coisa de olhar no espelho e estar bem — é um pouco disso também — mas não só. Gostar de si mesmo é andar pelo mundo com o queixo pra cima. É fazer alguma coisa e se orgulhar por ter tomado aquela decisão. É ir pra cama toda noite contente por ter sido você por mais um dia.

Se isso vai além de uma boa autoestima, isso eu não saberia dizer. Pode ser chamado de metideza, orgulho, o que for. Gostar de si mesmo faz bem pra saúde. Gostar de si mesmo não é a mesma coisa que se achar melhor do que os outros. É bem diferente, aliás. Porque quando a gente se apaixona pela gente mesmo não tem nem olhares pros outros. Eles estão ótimos, mas que tenho eu a ver com isso? Por que haveria de me comparar?

Parece bobo, mas não é: a gente só tem a chance de ser uma pessoa. A menos que tenhamos 23 personalidades como em Split. Reformulando, a maioria de nós só tem a chance de viver uma vida por vez. Então que seja a melhor versão de nós mesmos que já existiu.

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