A Metáfora do Cacto

Bob, após ser atropelado por um caminhão, 3 carros, 1 moto e um carrinho de feira pilotado por uma senhora que estava evidentemente acima do peso, foi levado de charrete para um pronto socorro próximo (os bombeiros estavam ocupados, assistindo ao último episódio de naruto) 
Devido ao poder do protagonismo e da narrativa absurda cuja qual meus caros leitores foram submetidos pela mente insana do autor deste bordel (que ele chama de texto), bob saiu do pronto socorro com alguns arranhões e uma injeção de antibióticos, após 1h (sendo 40 min somente de espera).
Durante este longo período dentro do P. S, bob analisando sua vida pregressa e sendo ele um filósofo por desocupação, desenvolveu a metáfora do cacto ( apelido que eu caro narrador dei a ela ) 
O leitor está perdido ? 
Calma, eu explico 
A metáfora se baseia em duas premissas básicas, as pessoas são árvores e a água que as mantém são suas interações sociais. Partido disto, algumas pessoas são como grandes árvores tropicais, com água em abundância e por isso são, verdes, grandes e bonitas. Outras são árvores mais modestas, com menos água disponível, mas ainda sim, com uma certa beleza à ser oferecida.
Já bob….
Bem, bob era um cacto
Mas não por opção. 
Bob foi jogado naquelas circunstâncias, olhou para o sol escaldante, olhou para aridez hídrica ( vulgo sua vida social) é disse “caralho, eu sou um cacto” 
Seco, isolado de tudo e guardando a água que obteve à anos atras dentro de si até os dias de hoje, bob achava que era único no mundo, pois olhava a sua volta e não via nada parecido com ele. Aliás , não via nada é por isso se achava especial, mas eu e você, leitor, sabemos que em qualquer vaso de uma casa, tem um cacto, isolado em seu vaso, ranzinza, achando ser diferente , sem saber que existem outros milhões como ele.1

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Daniel Lopes Raminelli’s story.